Imagens de Nossa Senhora e cartazes religiosos marcam ato pró-Lula na Paulista

Manifestação pela reeleição do presidente reuniu símbolos católicos, mensagens em defesa da democracia e críticas à candidatura de Flávio Bolsonaro.
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Imagens de Nossa Senhora Aparecida, cartazes religiosos e uma faixa com mais de cinco metros de altura representando a santa chamaram a atenção durante a manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. Os símbolos de fé dividiram espaço com bandeiras, mensagens políticas e manifestações em defesa da democracia.

O ato reuniu apoiadores do presidente e lideranças políticas na reta final da campanha para o segundo turno das eleições de 2026. Além das referências religiosas, os participantes exibiram cartazes em defesa da educação, da soberania nacional e contrários à ditadura. Lula participou da mobilização acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro Guilherme Boulos (PSOL) e de outros aliados.

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Imagens de Nossa Senhora ganham destaque na manifestação

Entre os participantes, alguns carregavam imagens de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Uma das representações da santa apareceu em uma faixa de mais de cinco metros de altura, erguida durante o ato.

As referências religiosas estiveram presentes ao lado de bandeiras de movimentos sociais e cartazes políticos. A manifestação ocorreu na véspera do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro.

A presença dos símbolos também ganhou destaque em meio às discussões sobre religião durante a campanha presidencial, especialmente após declarações de candidatos e a retomada de debates envolvendo o título de padroeira do Brasil.

Religião também aparece no debate eleitoral

O uso de referências religiosas durante a manifestação ocorreu em um contexto de discussões sobre a relação entre fé e política.

Uma das controvérsias recentes envolveu a repercussão de um antigo projeto de lei, arquivado há quase duas décadas, que previa retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, também fez declarações religiosas durante a campanha. Em uma delas, afirmou que, caso seja eleito, pretende decretar que o Brasil pertence a Jesus Cristo.

As manifestações refletem a presença de referências religiosas no debate público, embora a participação em um ato político não represente necessariamente o posicionamento de todos os integrantes de uma comunidade de fé.

Janja exibe Constituição durante discurso

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, também participou da manifestação e discursou aos apoiadores.

Durante sua fala, ela ergueu uma imagem da Constituição brasileira, associando o gesto à defesa da democracia.

Janja também criticou uma cena registrada em uma manifestação de apoio a Flávio Bolsonaro, na qual uma criança apareceu levantando uma arma de fogo.

Segundo a primeira-dama, o episódio provocou indignação entre mães brasileiras. A declaração foi feita como parte das críticas políticas apresentadas durante o evento.

Boulos critica adversários durante ato

O ministro Guilherme Boulos também discursou na Avenida Paulista e fez críticas aos adversários políticos do governo.

Ao se dirigir aos manifestantes, Boulos afirmou que São Paulo rejeitava o fascismo, expressão utilizada por ele para caracterizar sua oposição política.

O evento reuniu diferentes grupos de apoiadores, incluindo estudantes, trabalhadores e integrantes de movimentos sociais.

Entre as reivindicações exibidas nos cartazes estavam a valorização da educação, a defesa da soberania nacional e o fortalecimento das instituições democráticas.

Apoiadores permanecem na Paulista após encerramento

Mesmo depois do encerramento oficial da manifestação, parte dos participantes continuou na Avenida Paulista.

Nas proximidades do carro de som, que começava a ser desmontado, apoiadores entoaram palavras de ordem contra a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Jovens também exibiram cartazes em defesa da educação e com mensagens contrárias à ditadura.

O ato integrou a agenda de campanha de Lula para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando o presidente enfrentará Flávio Bolsonaro nas urnas.

Lula pede mobilização de eleitores para o segundo turno

Durante seu discurso, Lula pediu que os apoiadores procurem eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

O presidente destacou a importância de dialogar com pessoas que perderam o interesse pela política e com eleitores acima de 70 anos, para os quais o voto é facultativo.

Além do pedido de mobilização, Lula apresentou propostas para um eventual novo mandato, incluindo investimentos em inteligência artificial, desenvolvimento da indústria digital, transição energética e mudanças na segurança pública.

A campanha presidencial segue até o segundo turno, quando os eleitores decidirão entre os dois candidatos.

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