São Paulo envia força-tarefa ao Amazonas para combater incêndios florestais

Missão reúne 30 profissionais, drones e 11 mil litros de retardante; estado amazonense registrou aumento de 271% nos focos de incêndio nos primeiros dez dias de outubro.
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O governo de São Paulo enviou uma força-tarefa ao Amazonas para reforçar o combate aos incêndios florestais que atingem o estado. A missão reúne 30 profissionais, sendo 25 bombeiros especializados em combate ao fogo e cinco integrantes da Defesa Civil paulista, além de equipamentos e insumos para apoiar as equipes que atuam nas áreas atingidas.

O embarque dos profissionais estava previsto para as 13h deste domingo (11), no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior paulista. Os materiais de apoio, incluindo drones e 11 mil litros de retardante de incêndio, começaram a ser enviados pela manhã.

A operação busca ampliar a capacidade de resposta das equipes locais, principalmente em regiões de difícil acesso, onde as condições ambientais e a extensão dos incêndios dificultam o trabalho de contenção das chamas.

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O que São Paulo está enviando ao Amazonas?

Além dos profissionais especializados, a força-tarefa conta com equipamentos destinados ao combate direto ao fogo e ao suporte logístico das equipes em campo.

  • 30 profissionais: 25 bombeiros e cinco integrantes da Defesa Civil estadual.
  • 11 mil litros de retardante: produto utilizado para ajudar a reduzir a propagação das chamas.
  • Drones: equipamentos para auxiliar no monitoramento e nas operações de combate aos incêndios.
  • Cisternas: quatro reservatórios com capacidade para armazenar 6 mil litros de água cada.
  • Equipamentos de campo: bombas costais, abafadores e outros materiais para as equipes.
  • Estrutura de apoio: internet via satélite, gerador e equipamentos de energia solar.

O transporte das equipes, dos equipamentos e dos suprimentos conta com o apoio da Azul Linhas Aéreas, que realizará o serviço gratuitamente, segundo o governo paulista.

Focos de incêndio aumentaram no Amazonas

O reforço chega em um momento de agravamento dos incêndios no estado. Nos dez primeiros dias de outubro de 2026, o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio, contra 372 no mesmo período do ano anterior. O aumento foi de 271%, de acordo com dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Do total registrado no período, 1.186 ocorrências aconteceram em áreas públicas, 93 em propriedades privadas e 101 em locais sem definição de titularidade. O levantamento também identificou 174 focos relacionados ao desmatamento, enquanto os demais não tinham uma causa específica indicada no painel.

Até domingo (11), o monitoramento apontava 1.521 incêndios ativos desde o início do mês. O cenário aumenta a pressão sobre as equipes responsáveis pelo combate às chamas e pela proteção das áreas ameaçadas.

Governo federal também reforça a operação

Além do apoio paulista, o governo federal mobilizou equipes e equipamentos para ajudar no enfrentamento dos incêndios. A operação inclui aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e brigadistas federais, com atuação de órgãos ambientais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

No sábado (10), o governo federal também reconheceu situação de emergência em 36 municípios do Amazonas. A medida permite acelerar procedimentos para a liberação de recursos destinados ao enfrentamento da crise.

Representantes dos governos federal e estadual se reuniram em Manaus para alinhar as ações de combate aos incêndios. O objetivo é coordenar os recursos disponíveis e ampliar a atuação nas áreas mais afetadas.

Por que os incêndios preocupam?

Os incêndios florestais ameaçam a vegetação, a fauna e as comunidades que vivem nas regiões atingidas. A fumaça também prejudica a qualidade do ar e pode agravar problemas respiratórios, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.

A estiagem e a baixa umidade favorecem a propagação do fogo, enquanto a dificuldade de acesso a determinadas áreas torna o combate mais complexo. O monitoramento dos focos e o envio de equipes especializadas são importantes para conter os incêndios e reduzir os danos ambientais.

Entenda o contexto

O Amazonas enfrenta uma temporada de incêndios florestais em meio ao aumento dos focos registrados no início de outubro. A resposta envolve a atuação conjunta de governos, bombeiros, equipes de defesa civil e órgãos ambientais.

A força-tarefa paulista foi mobilizada para complementar as operações já realizadas no estado, com pessoal especializado e equipamentos que ajudam no combate direto às chamas e na logística em campo. Os resultados dependerão das condições climáticas, da distribuição dos focos e da capacidade das equipes de alcançar as áreas atingidas.

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