Fernanda Rodrigues retorna às novelas em drama vertical

Fernanda Rodrigues grava microdrama vertical e comenta sobre sua trajetória na TV e vida pessoal.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Morando em Lisboa, Fernanda Rodrigues reorganizou a rotina e voltou ao Brasil para protagonizar o microdrama vertical para celular Eu Não Era Louca, Era Casada, projeto que marca o retorno da atriz às novelas e a aproxima de um dos formatos mais recentes da dramaturgia digital.

LEIA TAMBÉM

Regina Duarte ironiza adesivos do PT com gesto pró-PL

Quem é Fernanda Rodrigues e qual sua relação com novelas?

Fernanda Rodrigues é atriz de televisão desde muito jovem e tem na dramaturgia o centro da carreira:

“Nunca existiu uma decisão de me afastar da dramaturgia brasileira”, afirmou.

Ela conta que o apego ao gênero segue intacto.

“Eu amo fazer novela, amo televisão, comecei muito nova e esse lugar faz parte da minha história.”

Segundo Fernanda, qualquer convite que a mobilize ainda pesa muito na hora de decidir os próximos passos profissionais.

“Se aparecer um personagem que me mobilize e um projeto que faça sentido, a gente organiza a vida. Foi assim com Eu Não Era Louca, Era Casada: eu estava morando em Lisboa e vim para o Brasil gravar”, disse.

Um microdrama pensado para o celular

Eu Não Era Louca, Era Casada é uma novela feita para ser assistida na vertical, diretamente no celular, em capítulos curtos. O formato, voltado ao consumo rápido em telas pequenas, exige uma lógica de produção diferente das tramas tradicionais da TV aberta.

“Apesar de eu fazer televisão desde muito nova, era um formato completamente novo para mim. E isso é muito estimulante para um ator”, contou a atriz.

Ela explica que a narrativa precisa ser direta:

“Estamos falando de uma novela pensada para ser assistida na vertical, no celular, com capítulos muito curtos, então existe uma dinâmica diferente. Você precisa estabelecer aquela situação e capturar a atenção de quem está assistindo muito rapidamente. Não tem tanto tempo para preparar uma cena, para aquela curva que a gente está acostumada a fazer numa novela tradicional.”

A aposta em microdramas verticais sinaliza uma adaptação da dramaturgia brasileira às plataformas digitais e ao consumo por celular. O modelo altera o ritmo de gravação, a escrita dos roteiros e a direção de atores, que passam a trabalhar com cenas mais enxutas e pontos de virada frequentes para manter o interesse do público.

Qual foi a declaração de Fernanda Rodrigues sobre sua carreira na TV?

Fernanda reforçou que não se afastou por opção da televisão e das novelas:

“Nunca existiu uma decisão de me afastar da dramaturgia brasileira”, disse.

A atriz destacou que a TV continua sendo um lugar afetivo e profissionalmente importante em sua trajetória.

Ela ressalta que o que define seus retornos é a força dos projetos: um personagem que a mexa, um formato que represente desafio e uma equipe em que confie. No caso do microdrama vertical, a novidade de linguagem e o convite para experimentar uma dramaturgia mais condensada pesaram para que ela deixasse Lisboa temporariamente e voltasse a gravar no Brasil.

Casamento sem romantização com Raoni Carneiro

Além de falar de trabalho, Fernanda comentou o casamento com o diretor Raoni Carneiro, com quem está desde 2009. Sem vender uma ideia idealizada de relação, ela resume o que considera essencial para a parceria dar certo no dia a dia.

“Começamos sendo amigos e existe uma admiração muito grande entre nós. Eu torço genuinamente por ele e ele torce por mim. Conversamos muito também. E isso não quer dizer que seja tudo perfeito”, afirmou.

Para a atriz, não há fórmula pronta:

“Não romantizo casamento, embora o romance seja também algo valioso. Há fases em que você está superconectado, outras em que a vida atropela, tem trabalho, filhos, cansaço, preocupações… Discordamos, brigamos, fazemos as pazes. Mas existe uma vontade de continuar construindo juntos.”

Fernanda destaca ainda o papel do riso na relação: “Tem uma coisa que considero fundamental: bom humor. Rimos muito juntos. Acho que parceria, conversa, admiração e bom humor ajudam bastante.” A visão franca sobre as dificuldades e os ajustes da vida a dois aproxima o discurso da atriz da realidade de boa parte do público e dialoga com o tom mais direto e cotidiano do próprio microdrama que ela estrela.

Entenda o contexto

Com o avanço de plataformas de vídeo em celular, produtoras e artistas vêm testando histórias seriadas em episódios muito curtos, pensados para quem assiste no transporte, em intervalos do trabalho ou em pausas rápidas ao longo do dia. No Brasil, o movimento ainda é recente, mas tende a ganhar espaço em parceria com serviços digitais e operadoras, criando novas janelas para a ficção nacional.

Ao aceitar protagonizar um microdrama, Fernanda se recoloca nesse cenário em transformação e reforça o vínculo com o público brasileiro mesmo estando baseada fora do país. O trabalho também dialoga com a busca por maior diversidade de formatos, que pode pressionar emissoras e produtoras tradicionais a experimentar narrativas mais ágeis.

Carregar Comentários