Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito pelo Rio de Janeiro, foi preso nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF). O político recebeu 197.178 votos nas eleições de 4 de outubro e conquistou a segunda maior votação para deputado estadual no estado.
A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis relações entre agentes públicos e organizações criminosas. Canella já havia sido alvo da operação em julho, quando também foi preso em flagrante após a apreensão de um fuzil.
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Quem é Márcio Canella?
Márcio Canella é um político fluminense filiado ao União Brasil, com trajetória na política de Belford Roxo, município da Baixada Fluminense, e na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Em 2024, foi eleito prefeito de Belford Roxo. No início de 2026, renunciou ao mandato com a intenção inicial de disputar uma vaga no Senado Federal.
Antes de chegar à prefeitura, Canella já havia exercido mandatos como deputado estadual e ocupado cargos na administração municipal.

Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio
Nas eleições de 4 de outubro de 2026, Márcio Canella recebeu 197.178 votos e ficou na segunda posição entre os candidatos mais votados para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
O resultado garantiu ao político uma cadeira na Alerj, mas a prisão ocorreu antes do início do novo mandato.
Os resultados eleitorais podem ser consultados nos sistemas oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por que Márcio Canella foi preso pela Polícia Federal?
Canella foi preso na oitava fase da Operação Unha e Carne, investigação conduzida pela Polícia Federal que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio.
As investigações começaram a partir de um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações de aproximadamente R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos.
O valor representa a movimentação financeira apontada pelo relatório e não significa que todo o montante tenha origem criminosa.
Segundo a PF, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, conforme a apuração das responsabilidades individuais.

Ex-prefeito já havia sido preso após apreensão de fuzil
Em julho, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, agentes federais encontraram um fuzil no veículo utilizado por Márcio Canella.
Na ocasião, ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. O político afirmou que o armamento não lhe pertencia.
Na mesma fase da investigação, Canella também foi alvo de mandados de busca e apreensão relacionados ao suposto esquema de lavagem de dinheiro.
A prisão desta quinta-feira representa um novo desdobramento do caso, desta vez por determinação judicial.

O que acontece com o mandato de Márcio Canella?
Apesar de ter sido eleito deputado estadual, Canella ainda não havia tomado posse no novo mandato quando foi preso.
A prisão preventiva não representa condenação criminal e não implica, automaticamente, a perda do mandato conquistado nas urnas.
Eventuais consequências eleitorais e parlamentares dependerão das decisões da Justiça e dos procedimentos previstos na legislação.
O caso segue sob investigação, e os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório.