Trump sanciona banco de Cuba por suspeita de ligação financeira com o Irã

Governo americano acusa instituição estatal cubana de prestar serviços a banco iraniano já punido pelos EUA; medida determina bloqueio de ativos sob jurisdição americana
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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15) sanções contra o Banco Internacional de Comércio S.A. (BICSA), instituição financeira estatal de Cuba, sob a acusação de manter relações comerciais com um banco iraniano já submetido a restrições americanas. A medida amplia a pressão econômica de Washington sobre Havana e determina o bloqueio de bens e ativos da instituição sob jurisdição dos Estados Unidos.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo o governo dos EUA, o BICSA teria prestado serviços financeiros ao Banco Karafarin, do Irã, sancionado pelo Departamento do Tesouro americano em 2020. As autoridades norte-americanas não apresentaram publicamente, no anúncio divulgado, provas que permitam verificar de forma independente a ligação apontada.

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Sanções bloqueiam ativos do banco cubano nos Estados Unidos

Com a inclusão do BICSA nas sanções americanas, bens e recursos financeiros da instituição localizados nos Estados Unidos ou sob controle de pessoas sujeitas à jurisdição americana ficam bloqueados.

A decisão também pode dificultar operações financeiras internacionais que dependam de instituições ou serviços vinculados ao sistema financeiro dos Estados Unidos.

O bloqueio não significa, por si só, o encerramento das atividades do banco em Cuba. Seu alcance direto está relacionado aos ativos e às transações abrangidos pelas regras americanas.

 

Marco Rubio acusa Cuba de manter vínculos com países hostis

Ao justificar a decisão, Marco Rubio afirmou que Washington não aceitará a presença de operações estrangeiras consideradas hostis próximas ao território americano.

Em comunicado, o secretário de Estado declarou que o governo Trump continuará identificando e combatendo conexões financeiras e de segurança entre Cuba, Irã e outros governos classificados por Washington como ameaças.

A declaração reforça a posição da administração americana de tratar as relações internacionais de Havana como parte de sua estratégia de segurança nacional.

Apesar das acusações, a existência de uma relação financeira entre os dois bancos não demonstra, por si só, participação do BICSA em operações militares ou atividades terroristas.

 

Nova medida amplia pressão econômica contra Havana

As sanções anunciadas nesta quinta-feira se somam às restrições impostas pelo governo Trump contra autoridades e instituições cubanas desde o retorno do republicano à Casa Branca, em janeiro de 2025.

A administração americana tem utilizado instrumentos econômicos e diplomáticos para aumentar a pressão sobre o governo de Cuba. Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos e crítico da administração de Havana, é um dos principais defensores dessa política.

A nova decisão também amplia o alcance da disputa ao associar uma instituição financeira cubana a um banco do Irã, país que enfrenta sanções americanas e mantém relações tensas com Washington.

 

Relação entre Cuba e Irã entra no centro da disputa

A acusação contra o BICSA coloca as relações financeiras entre Cuba e Irã sob maior escrutínio das autoridades americanas.

Para Washington, impedir operações entre instituições submetidas a restrições é uma forma de limitar o acesso de governos sancionados a serviços financeiros internacionais.

O caso poderá gerar novos desdobramentos caso as autoridades americanas divulguem documentos adicionais sobre as transações investigadas ou ampliem as medidas contra outras instituições.

Até a divulgação das informações consultadas, não havia uma manifestação do banco cubano apresentada na reportagem de referência. A acusação de vínculo com a instituição iraniana permanece atribuída ao governo dos Estados Unidos.

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