O Dia das Crianças de 2026 terminou com vendas abaixo das expectativas para 50% dos comerciantes de Minas Gerais. Preços altos, baixo movimento nas lojas e dificuldades financeiras dos consumidores estão entre os principais motivos apontados pelos empresários para o resultado.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG). O levantamento ouviu 100 empresas de diferentes segmentos do varejo mineiro nos dias 13 e 14 de outubro.
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Na comparação com o Dia das Crianças de 2025, 54,9% dos comerciantes relataram estabilidade nas vendas. Outros 22,5% perceberam crescimento, enquanto 20,6% registraram queda no faturamento.
Consumidores gastaram até R$ 200 na maioria das lojas
A pesquisa identificou que 43% dos comerciantes registraram gastos médios entre R$ 50,01 e R$ 100 por cliente. Outros 27% apontaram valores entre R$ 100,01 e R$ 200. Somadas, as duas faixas representam 70% dos estabelecimentos consultados.
Em 9% das empresas, o gasto médio não passou de R$ 50. Os resultados indicam uma concentração das compras em valores menores, embora a pesquisa não permita calcular o gasto médio exato dos consumidores de Minas Gerais.
Entre os lojistas que não alcançaram as expectativas, 28% apontaram o baixo movimento como principal dificuldade. Os preços elevados foram mencionados por 24%, seguidos pela falta de dinheiro dos clientes (14%) e pelo endividamento das famílias (12%).
Roupas aparecem à frente dos brinquedos
Apesar da data comemorativa, os brinquedos não foram os produtos mais citados pelos comerciantes pesquisados.
As roupas lideraram as respostas, com 18%, seguidas pelos acessórios (14%) e bebidas (12%). Os brinquedos ficaram na quarta posição, com 11%. Calçados (7%), bolos e doces (6%) e carnes (5%) também apareceram no levantamento.
A Fecomércio MG explica que os resultados refletem a diversidade de estabelecimentos entrevistados, incluindo supermercados, lojas de vestuário e artigos domésticos. Os percentuais não representam a participação de cada categoria no total de vendas do estado.
O levantamento contemplou empresas de dez regiões mineiras, entre elas a Central, o Triângulo, o Norte de Minas, a Zona da Mata e o Vale do Rio Doce.