O empresário Diogo Freire Estevão, identificado como apoiador do ex-presidente
Jair Bolsonaro, afirmou que não percebeu estar agredindo uma mulher durante uma confusão registrada no metrô de
São Paulo, neste domingo (18). Ele aparece em um vídeo dando socos em uma pessoa vestida de vermelho na
Linha 4-Amarela.
Após a repercussão das imagens, o empresário alegou que agiu em legítima defesa e que inicialmente acreditou estar diante de um homem. A versão apresentada por ele ainda
não foi confirmada de forma independente.
O episódio ocorreu em um dia marcado por manifestações políticas na capital paulista, incluindo um ato de apoiadores de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista. Segundo a concessionária responsável pela linha, os envolvidos receberam atendimento e não quiseram registrar boletim de ocorrência.
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Empresário afirma que confundiu mulher com homem
Em entrevista divulgada neste domingo, Diogo Freire Estevão afirmou que foi abordado pela pessoa com quem se envolveu na confusão. Segundo seu relato, a discussão começou após ele ser chamado de fascista.
“Parecia um rapaz, depois que eu descobri que era uma mulher”, declarou o empresário, ao explicar sua versão sobre o episódio.
Diogo também afirmou que teria pedido para não ser tocado e que recebeu um golpe na região do pescoço antes de reagir. A alegação de legítima defesa é apresentada pelo próprio envolvido e depende de esclarecimento sobre a sequência dos acontecimentos.
Esposa do empresário também apresenta sua versão
Leda Freire, esposa de Diogo, afirmou que o casal estava cantando quando houve a aproximação da mulher. Segundo ela, a discussão começou após a vítima confrontar seu marido.
“A gente estava ali cantando as musicas. Ela veio e confrontou meu esposo”, disse Leda.
O casal informou que seus advogados solicitaram acesso às gravações das câmeras de segurança do metrô para analisar o episódio antes de apresentar novos esclarecimentos públicos.
Relato divulgado nas redes contesta versão do empresário
A versão do empresário contrasta com a denúncia divulgada nas redes sociais por uma mulher que compartilhou o vídeo da confusão.
Segundo a publicação, a pessoa agredida não participava de manifestações políticas e estava apenas usando uma roupa vermelha. O relato também questiona a atuação de policiais militares que estariam presentes no local.
As imagens que circulam na internet registram parte da confusão, mas não esclarecem, por si só, todos os acontecimentos anteriores ao confronto. A identidade da mulher agredida não havia sido divulgada até a publicação das informações consultadas.
Concessionária informa que não houve registro de ocorrência
A Motiva, responsável pela operação da Linha 4-Amarela, informou que os envolvidos foram atendidos e estavam sem ferimentos constatados no atendimento. Segundo a empresa, nenhuma das partes quis registrar boletim de ocorrência.
A ausência de registro naquele momento não significa, por si só, que as circunstâncias do episódio tenham sido esclarecidas ou que não possam ser apuradas posteriormente.
Manifestações políticas marcaram domingo em São Paulo
A confusão ocorreu no mesmo dia em que apoiadores de Flávio Bolsonaro participaram de uma manifestação na Avenida Paulista. Grupos favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva também realizaram mobilizações em outros pontos da cidade.
Outros vídeos publicados nas redes sociais mostraram relatos de hostilidade e confrontos envolvendo manifestantes em estações de transporte público e na região da Paulista.
Até o momento das reportagens consultadas, não havia esclarecimento oficial completo sobre a dinâmica das agressões registradas nas imagens. O caso reforçou a atenção sobre a segurança nos espaços públicos durante as mobilizações eleitorais.