O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou esta terça-feira (20) aos 208.296 pontos, com alta de 1,57%. O resultado colocou o indicador próximo de seu recorde histórico de fechamento, de 209.067 pontos, registrado em 9 de outubro. O dólar também recuou e terminou o pregão cotado a R$ 5,0188.
A valorização ocorreu a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Investidores acompanharam a divulgação de uma nova pesquisa Real Time Big Data, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.
Além das expectativas eleitorais, o mercado financeiro acompanhou a alta do petróleo no cenário internacional e as perspectivas para a economia global. O desempenho da Bolsa reflete a combinação desses fatores, sem que seja possível atribuir toda a valorização a um único acontecimento.
LEIA MAIS:
Ibovespa bate novo recorde e dólar cai abaixo de R$ 5; entenda o que puxou o mercado
Ibovespa sobe 1,57% e se aproxima do recorde histórico
O principal índice da B3 chegou a atingir 208.942 pontos durante o pregão desta terça-feira, aproximando-se da máxima histórica registrada no início do mês.
Apesar de perder parte da força nas últimas horas de negociação, o Ibovespa terminou o dia aos 208.296 pontos, com avanço de 1,57%.
O resultado representa uma recuperação em relação à segunda-feira (19), quando o índice havia encerrado o pregão aos 205.079 pontos, com queda de 0,17%.
O recorde de fechamento permanece em 209.067 pontos, alcançado em 9 de outubro. Para superar essa marca, o indicador ainda precisaria avançar cerca de 771 pontos em relação ao encerramento desta terça-feira.
Pesquisa eleitoral entra no radar dos investidores
Um dos principais acontecimentos acompanhados pelo mercado foi a divulgação da pesquisa Real Time Big Data sobre o segundo turno presidencial.
O levantamento mostrou Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, enquanto Lula apareceu com 48%.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02952/2026.
Embora Flávio apareça numericamente à frente, a diferença está no limite da margem de erro, configurando empate técnico segundo o instituto.
O cenário eleitoral influencia as expectativas dos investidores porque o resultado da disputa pode provocar mudanças na política econômica, na condução das contas públicas e nas estratégias para juros, impostos e investimentos.
A pesquisa representa as intenções de voto declaradas durante as entrevistas e não antecipa o resultado da eleição.
Dólar cai 0,58% e fecha próximo de R$ 5
Enquanto a Bolsa registrou valorização, o dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,58%, cotado a R$ 5,0188.
A moeda norte-americana se aproximou novamente da marca de R$ 5, patamar que já havia sido rompido durante as negociações no início de outubro.
No dia 9, quando o Ibovespa alcançou seu recorde histórico de fechamento, o dólar terminou cotado a R$ 4,9845.
O comportamento do câmbio também é acompanhado pelos investidores porque influencia o preço de produtos importados, os custos de empresas brasileiras e as expectativas para a inflação.
A cotação depende de fatores como fluxo de investimentos estrangeiros, taxas de juros e condições econômicas internacionais.
Alta do petróleo também movimenta o mercado
O cenário internacional contribuiu para o desempenho dos ativos brasileiros nesta terça-feira.
Os preços do petróleo permaneceram elevados em meio às tensões geopolíticas e às preocupações sobre o fornecimento da commodity.
Durante a manhã, o barril do Brent, referência internacional, era negociado acima de US$ 110.
A valorização do petróleo pode influenciar o desempenho de empresas do setor de energia e, consequentemente, os índices das bolsas de valores.
Ao mesmo tempo, a alta da commodity pode pressionar os preços de combustíveis e elevar as expectativas de inflação, dependendo de sua duração e dos repasses ao consumidor.
Bolsa acumula forte valorização em outubro
O Ibovespa vem registrando oscilações expressivas desde o primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 4 de outubro.
No primeiro pregão após a votação, em 5 de outubro, o índice ultrapassou os 200 mil pontos e encerrou o dia aos 206.911 pontos.
Quatro dias depois, em 9 de outubro, atingiu o recorde de fechamento de 209.067 pontos.
Na mesma semana, o NC News mostrou que investidores estrangeiros haviam realizado uma entrada líquida recorde de R$ 10,06 bilhões na Bolsa brasileira em um único pregão após o primeiro turno.
O movimento indica o interesse de investidores internacionais pelos ativos brasileiros, embora os fluxos possam variar conforme as expectativas políticas e econômicas.
O que esperar do mercado até o segundo turno?
Com a votação presidencial marcada para domingo (25), novas pesquisas eleitorais e declarações dos candidatos devem continuar no radar dos investidores.
Além da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o mercado acompanhará indicadores de inflação, perspectivas para os juros, preços do petróleo e movimentações das bolsas internacionais.
A proximidade do recorde histórico do Ibovespa aumenta a atenção sobre os próximos pregões, mas não garante que a Bolsa continuará subindo.
O resultado das negociações dependerá da combinação entre o cenário político brasileiro, os fundamentos econômicos e as condições do mercado internacional.