A Quaest divulgou nesta quarta nova pesquisa presidencial, que voltou a mostrar empate técnico. Do mesmo modo, na Real Time Big Data, na terça, Flávio teria 48% e Lula 45% dos votos válidos no país.
Um país dividido entre dois candidatos, entretanto plasmado sob o mesmo imperativo categórico: o combate moral à roubalheira.
Diante da divisão da população, como demonstram as pesquisas e as ruas, é impossível a quem exerce com saúde seus neurônios não enxergar, no texto e no contexto, um paradoxo incontornável.
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O paradoxo do combate moral à corrupção
Se se busca afastar desvios, a ficha policial corrida dos dois não deixa dúvidas quanto à ilógica da divisão, considerado o imperativo moral colocado.
É como se tivéssemos olhares diferenciados sobre fatos irrefutáveis na concorrência de perspectivas. Realidades paralelas não a partir de referenciais, mas do ponto de observação. Narrativas substituindo realidades.
Dois lados, duas absolvições
Um lado defende extirpar a roubalheira no país, que vê introjetada em Lula, mas absolve Flávio de tudo que dele se conhece.
E o outro defende Lula apoiando-se tão somente em tudo que Flávio, por si só, não apenas elaborou, como dele se utiliza diariamente como plataforma eleitoral e de governo.
Poderiam, ambos os lados, deixar de lado a sedução que exercem seus líderes e cobrar de todos como criaram e aumentaram seus patrimônios, sem produzir nada além de discursos. Se foi por herança ou desvios de dinheiro das duas turmas que querem apoderar-se da moral sem demonstrá-la.
Expediente em que Lula deu o primeiro passo. E do qual Flávio tem corrido distância.
Corrupção como discurso fanático
Ou seja: ou se é bolsonarista ou se é petista. Corrupção seria apenas um discurso fanático.
E cujo núcleo seria substituir o mais provável pelo improvável. Um erro por outro, quando os fatos apontam mais certezas do que o seu oposto.