Homem em liberdade condicional é preso suspeito de furtar 100 celulares em dois meses

Conhecido como Dandã, suspeito usava motocicleta para atacar pedestres em Niterói e escondia parte da placa com terra; polícia recuperou 11 aparelhos.
Redação NC News
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Um homem que estava em liberdade condicional foi preso nesta quinta-feira (22), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, suspeito de furtar cerca de 100 celulares após deixar a prisão. Identificado como Maurício Simões da Silva, conhecido como Dandã, ele foi encontrado com 11 aparelhos durante uma operação da Polícia Civil. Segundo os investigadores, o suspeito utilizava uma motocicleta para retirar celulares das mãos de pedestres em calçadas e pontos de ônibus.

De acordo com a 76ª Delegacia de Polícia (Niterói), Maurício já havia sido preso em janeiro deste ano por furtos de celulares em Niterói e São Gonçalo. Depois de ser condenado, ele deixou a prisão em 26 de junho e, segundo a investigação, voltou a praticar crimes semelhantes. A polícia atribui a ele aproximadamente 100 furtos em um período de dois meses.

Para dificultar a identificação pelas câmeras de segurança, o suspeito cobria parcialmente a placa da motocicleta com terra úmida. Os investigadores também descobriram que ele saía da Região dos Lagos e seguia até Niterói para cometer os furtos. A prisão ocorreu após uma operação de monitoramento que terminou com uma tentativa de fuga e confronto físico com um policial.

Polícia Civil prende homem durante venda de celular furtado em São Gonçalo

Suspeito escondia placa da moto com terra para dificultar identificação

Segundo a Polícia Civil, Maurício utilizava uma motocicleta para se aproximar rapidamente de pessoas que estavam distraídas em calçadas e pontos de ônibus. Ele retirava os celulares das vítimas e fugia antes que elas conseguissem reagir.

A investigação identificou que o suspeito adotava uma estratégia para dificultar o rastreamento do veículo. Antes de circular pelas ruas, ele espalhava terra úmida sobre parte da placa da motocicleta, prejudicando a leitura dos números e letras pelas câmeras de monitoramento.

Imagens registradas por equipamentos de segurança da Prefeitura de Niterói ajudaram a polícia a identificar o padrão de atuação.

Em dois registros, Maurício aparece furtando celulares no mesmo ponto de ônibus da Avenida Marquês do Paraná. As ocorrências foram registradas com aproximadamente dois meses de diferença.

As gravações permitiram aos investigadores acompanhar a movimentação do suspeito e identificar locais onde os furtos aconteciam com maior frequência.

Polícia montou cerco após monitorar furtos em Niterói

Com base nas imagens e nos registros das ocorrências, agentes da 76ª DP passaram a monitorar os horários e pontos da cidade onde os crimes eram mais frequentes.

Os policiais montaram um cerco em locais estratégicos do Centro de Niterói para tentar localizar o investigado.

Durante a operação, Maurício foi identificado conduzindo uma motocicleta preta. Ele também utilizava casaco e capacete da mesma cor.

Os agentes acompanharam o suspeito até a Rodovia Niterói-Manilha, nas proximidades do acesso ao Complexo do Salgueiro, onde tentaram realizar a abordagem.

Segundo a Polícia Civil, Maurício desobedeceu à ordem de parada e entrou em luta corporal com um policial.

Depois do confronto, ele conseguiu fugir a pé em direção ao complexo, mas acabou alcançado por policiais militares do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM), que participaram da ação.

O suspeito foi detido e encaminhado à delegacia.

Onze celulares foram apreendidos e oito já foram devolvidos

Durante a prisão, os agentes encontraram 11 aparelhos celulares em posse de Maurício.

Os telefones foram apreendidos e levados para a delegacia, onde passaram por procedimentos de identificação para localizar os proprietários.

Uma das vítimas havia acabado de registrar o furto de seu aparelho quando reconheceu um dos celulares recuperados pela polícia.

Segundo os investigadores, oito dos 11 telefones apreendidos já foram devolvidos aos respectivos donos.

A identificação dos proprietários dos demais aparelhos depende dos procedimentos de verificação e da confirmação da origem dos dispositivos.

Homem havia deixado a prisão em junho

O histórico criminal do suspeito também passou a integrar a investigação.

De acordo com a Polícia Civil, Maurício havia sido preso em janeiro de 2026 por envolvimento em furtos de celulares nos municípios de Niterói e São Gonçalo.

Após ser condenado, ele deixou o sistema prisional em 26 de junho, passando a cumprir as condições determinadas pela Justiça.

Mesmo em liberdade condicional, o homem teria retomado a prática de furtos, segundo os investigadores.

A polícia estima que aproximadamente 100 celulares tenham sido subtraídos pelo suspeito em um intervalo de dois meses após sua saída da prisão.

O número representa a quantidade de furtos atribuída a ele pela investigação e não significa que todos os aparelhos tenham sido recuperados.

A nova prisão também poderá ter consequências sobre o benefício de liberdade condicional, dependendo da avaliação da Justiça.

Câmeras registraram crimes no mesmo ponto de ônibus

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As imagens do sistema de monitoramento da Prefeitura de Niterói tiveram papel importante na investigação.

Os registros mostram o suspeito atuando em vias públicas, incluindo um ponto de ônibus localizado na Avenida Marquês do Paraná, uma das principais vias da cidade.

Em duas ocasiões diferentes, separadas por cerca de dois meses, ele foi filmado cometendo furtos no mesmo local.

A repetição do ponto de atuação ajudou os investigadores a identificar o comportamento do suspeito e organizar a operação que resultou na prisão.

Os policiais também cruzaram informações sobre horários e regiões com maior concentração de ocorrências para definir os locais de monitoramento.

Próximos passos

A Polícia Civil deverá continuar analisando os registros de furtos atribuídos a Maurício e verificando a origem dos aparelhos apreendidos.

A investigação também poderá utilizar as imagens das câmeras de segurança e os depoimentos das vítimas para esclarecer a participação do suspeito em outras ocorrências.

Além disso, a Justiça deverá avaliar a situação do homem diante da nova prisão, considerando que ele estava em liberdade condicional após uma condenação anterior.

Os três celulares que ainda não haviam sido devolvidos permaneciam pendentes de identificação dos proprietários, conforme as informações divulgadas pela polícia.

O caso segue sob responsabilidade das autoridades policiais e judiciais do Rio de Janeiro.

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