O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vai adotar uma operação especial para reforçar a segurança do fornecimento de energia durante o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). O objetivo é reduzir o risco de interrupções que possam prejudicar o funcionamento dos locais de votação e a apuração dos resultados.
O esquema especial começa à meia-noite de sábado (24) e permanece em vigor até as 7h de segunda-feira (26). Durante esse período, serão restringidas manutenções e intervenções programadas que possam comprometer o funcionamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por conectar grande parte da geração e da transmissão de energia elétrica do país.
As empresas de geração, transmissão e distribuição também foram orientadas a manter equipes de sobreaviso e reforçar os procedimentos de segurança. O ONS acompanhará de forma intensificada o desempenho da rede e as condições meteorológicas, especialmente em regiões sujeitas a temporais e ventos fortes.
Falta de energia atinge locais de votação e urna é substituída
Como vai funcionar a operação especial de energia no segundo turno?
O planejamento do ONS prevê uma série de medidas preventivas para aumentar a confiabilidade do sistema elétrico durante o processo eleitoral.
Uma das principais determinações é evitar serviços de manutenção que possam provocar cortes de energia ou elevar o risco de interrupções. Intervenções indispensáveis à segurança das instalações poderão ser avaliadas pelo operador.
Outra medida envolve a operação da rede com margens adicionais de segurança, reduzindo a exposição do sistema a eventuais falhas em linhas de transmissão e outros equipamentos.
O monitoramento meteorológico também será reforçado. A intenção é identificar antecipadamente situações de risco, como tempestades, descargas elétricas e rajadas de vento, que podem afetar a infraestrutura de transmissão e distribuição.
As equipes das empresas do setor elétrico permanecerão de prontidão para responder rapidamente a possíveis ocorrências.
Medidas buscam proteger votação e apuração dos resultados
O esquema foi desenvolvido para reduzir riscos ao fornecimento de energia durante dois momentos importantes do processo eleitoral: o funcionamento das seções de votação e a totalização dos votos.
Além dos locais onde os eleitores comparecem para votar, o planejamento considera a necessidade de manter o fornecimento estável em instalações da Justiça Eleitoral e em estruturas de comunicação e processamento de informações.
O ONS também manterá a troca de informações com empresas do setor elétrico e órgãos públicos, incluindo o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Justiça Eleitoral.
A adoção dessas medidas segue uma resolução do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que estabelece procedimentos adicionais de segurança para eventos de grande relevância nacional.
O plano tem caráter preventivo e não significa que exista previsão de apagão durante o segundo turno.
Primeiro turno teve operação especial sem falhas na rede nacional
As mesmas medidas foram adotadas no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro.
Segundo relatório divulgado pelo ONS, não houve ocorrências na Rede de Operação do Sistema Interligado Nacional que provocassem interrupções de cargas ou comprometessem o processo eleitoral.
O operador informou que o sistema permaneceu dentro dos padrões previstos durante a votação e a apuração dos resultados.
A atuação conjunta com empresas de geração, transmissão e distribuição foi apontada como um dos fatores que contribuíram para a estabilidade da operação.
Apesar desse balanço nacional, houve registros pontuais de falta de energia em locais de votação, como no Distrito Federal. Nesses casos, a Justiça Eleitoral adotou procedimentos para manter o atendimento aos eleitores.
Urnas eletrônicas podem funcionar mesmo sem energia elétrica
As urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras possuem baterias internas que permitem o funcionamento temporário dos equipamentos em situações de interrupção do fornecimento de energia.
Esse recurso ajuda a evitar a paralisação imediata da votação quando ocorrem falhas na rede elétrica.
No primeiro turno, por exemplo, quatro locais de votação do Distrito Federal registraram problemas de fornecimento de energia. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, os equipamentos continuaram funcionando com o auxílio das baterias.
A autonomia das urnas não elimina a necessidade de energia nos locais de votação, mas oferece uma proteção adicional para a continuidade do processo.
Operação seguirá até segunda-feira
O regime especial do ONS permanecerá ativo durante todo o domingo (25), incluindo o período de apuração dos votos, e será encerrado às 7h de segunda-feira (26).
A expectativa é repetir o desempenho registrado na operação nacional do primeiro turno, mantendo a estabilidade do sistema elétrico durante a eleição.
Após o encerramento do esquema, o operador deverá consolidar as informações técnicas sobre o comportamento da rede e eventuais ocorrências registradas.
O segundo turno das Eleições 2026 será realizado no domingo, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.