Lula ou Flávio? Pesquisas mostram disputa apertada na véspera do segundo turno

Levantamentos apresentam diferenças entre os candidatos, enquanto margens de erro e metodologias exigem cautela na interpretação dos números.
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A um dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para este domingo (25), a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chega à reta final com diferenças pequenas nas pesquisas de intenção de voto. Os levantamentos divulgados nos últimos dias apresentam resultados distintos, sem permitir uma conclusão definitiva sobre o resultado das urnas.

A proximidade dos percentuais coloca em destaque o trabalho dos institutos de pesquisa e as análises sobre o comportamento do eleitorado. Embora os números ajudem a compreender o cenário eleitoral, fatores como margem de erro, metodologia de coleta e participação dos eleitores precisam ser considerados antes de qualquer interpretação.

Ipespe: Flávio tem 50,5% e Lula 49,5% dos votos válidos; empate técnico no 2º turno

O que mostram as pesquisas na reta final?

A pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada na sexta-feira (23), apresentou Flávio Bolsonaro com 50,5% dos votos válidos e Lula com 49,5%. A diferença de um ponto percentual ficou dentro da margem de erro de 2,6 pontos, caracterizando empate técnico.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04350/2026.

Já o Instituto Veritá, também na sexta-feira, apresentou Flávio com 51,3% dos votos válidos e Lula com 48,7%. Foram entrevistados 15.554 eleitores entre 18 e 22 de outubro, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Os resultados representam as preferências declaradas pelos entrevistados durante os respectivos períodos de coleta. Não correspondem a votos efetivamente registrados nas urnas.

Por que os institutos apresentam números diferentes?

As diferenças entre pesquisas eleitorais podem ocorrer por diversos motivos, incluindo o tamanho e a composição das amostras, as datas das entrevistas, os métodos utilizados para ouvir os eleitores e os critérios estatísticos de ponderação.

Por isso, levantamentos de institutos diferentes não devem ser tratados como uma única medição. Também é necessário distinguir os votos totais dos votos válidos, que excluem votos brancos, nulos e respostas sem indicação de candidato.

A margem de erro representa uma medida da incerteza estatística associada à amostra. Entretanto, ela não contempla necessariamente todas as fontes de variação que podem afetar uma pesquisa.

Expectativa de vitória não é intenção de voto

Além de perguntar em quem o eleitor pretende votar, algumas pesquisas investigam quem os entrevistados acreditam que vencerá a eleição.

Na pesquisa Veritá divulgada em 23 de outubro, 51,1% dos entrevistados disseram acreditar na vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 44% apontaram Lula.

Essa pergunta mede a percepção dos participantes sobre o possível resultado eleitoral. Ela não deve ser confundida com intenção de voto nem interpretada como previsão estatística do vencedor.

Resultado será definido neste domingo

O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo, 25 de outubro, com votação das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

Até a abertura das urnas, novos levantamentos poderão acrescentar informações sobre o comportamento do eleitorado na reta final da campanha.

A definição do próximo presidente da República dependerá exclusivamente dos votos depositados nas urnas e da apuração oficial realizada pela Justiça Eleitoral.

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