Harry fala Ao explicar a decisão de voltar a viver no Reino Unido, o príncipe Harry afirmou que a mudança com Meghan Markle e os filhos Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, tem como objetivo garantir melhores oportunidades educacionais às crianças e reaproximar a família, num momento em que ele declara estar aberto a uma reconciliação com o rei Charles III e o príncipe William.
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Harry volta ao Reino Unido e fala em “reconciliação”
Em entrevista a um podcast nesta semana, Harry contou que o retorno foi decidido de forma rápida, depois de anos fora do país, e que o ponto central foi a possibilidade de matricular os filhos em escolas britânicas. “[Voltamos para ter] oportunidades para a família. Poder matricular as crianças em uma escola britânica significou muito para mim”, disse o duque de Sussex.
O príncipe afirmou que a mudança oferece aos filhos uma vivência dupla entre Reino Unido e Estados Unidos. “Não se preocupem, não estou criticando as escolas norte-americanas. Mas acho que para crianças de sete e cinco anos, poder fazer essa comparação e ter duas experiências culturais completamente diferentes é muito importante hoje em dia”, acrescentou.
Ao falar sobre a relação com o pai e o irmão, Harry reconheceu o desgaste recente, mas disse ver o distanciamento familiar como algo com que “muitas pessoas se identificam”. “Acho que, de uma perspectiva familiar — e esse é outro problema com o qual muitas pessoas se identificam —, é o desentendimento entre irmãos, o rompimento de relações entre filhos e pais, ou entre filhos e um dos pais”, afirmou.
Ele também indicou que deseja uma aproximação. “Algumas pessoas não querem que dê certo. Eu quero que dê certo. Com tudo o que está acontecendo no mundo, o mais importante é a reconciliação, esse é o ponto crucial”, disse, ao defender que o passado seja deixado para trás diante de crises globais mais urgentes.
As declarações reacendem o debate sobre o futuro da relação de Harry com a família real e podem abrir espaço para encontros reservados nos próximos meses, num contexto em que a educação e a exposição pública de Archie e Lilibet tendem a ser acompanhadas de perto pela opinião pública britânica.
Harmonização facial com 60 ml de ácido hialurônico viraliza
Enquanto o movimento da realeza domina a pauta internacional, no Brasil um caso de harmonização facial masculina ganhou repercussão ao mostrar como os procedimentos estéticos vêm mudando o rosto — e a autoestima — de muitos homens. O engenheiro mecatrônico Fernando Augusto Marchetti, de 44 anos, viralizou após divulgar o antes e depois de três sessões de harmonização feitas pela esposa, a biomédica esteta Chris Marchetti, em Fortaleza.
Fernando conta que cresceu lidando com piadas sobre o formato do rosto, especialmente o queixo pouco projetado. “A falta de projeção do meu queixo sempre foi motivo de muita insegurança. Desde os meus 14 ou 15 anos, quando minha barba começou a nascer, eu já a deixava crescer para tentar disfarçar essa característica”, diz. Ele lembra que cavanhaque e barba longa eram quase obrigatórios para esconder o contorno facial.
Decidido a encarar o incômodo de frente, o engenheiro recorreu à própria esposa, que atua há mais de 15 anos na área estética. Chris explica que o caso do marido envolvia não só o queixo retraído. “No caso do Fernando, a estrutura óssea do terço inferior — mento e mandíbula — não se desenvolveram o quanto deveriam e ainda havia bastante papada apagando a divisão entre queixo, mandíbula e pescoço”, afirma.
O tratamento foi feito em etapas, ao longo de meses. Foram três sessões de harmonização e um procedimento específico para redução da papada, com o uso de mais de 60 ml de ácido hialurônico distribuídos em diferentes pontos do rosto, como têmporas, região dos olhos, nariz, mandíbula e queixo. “Minha abordagem não consiste de procedimentos isolados, mas de um método: o Full Face UP Men”, diz a biomédica, em referência à técnica voltada ao público masculino.
As imagens de antes e depois circularam pelas redes sociais, com comentários que iam de elogios à surpresa com a transformação. Nas comparações, usuários ironizaram que ele teria passado de “personagem de desenho” a galã. A mudança, porém, não aconteceu de um dia para o outro, destaca Fernando, que descreve também o impacto subjetivo. Pela primeira vez, ele diz ter se sentido à vontade para tirar a barba.
Antes da harmonização, o casal chegou a considerar a cirurgia ortognática, procedimento que mexe na estrutura óssea da face, mas Fernando preferiu evitar uma intervenção mais invasiva. “Se tivesse conhecido a possibilidade cirúrgica quando era mais jovem, certamente a teria considerado. Porém decidi que na minha atual fase de vida não estaria disposto a enfrentar um procedimento mais invasivo”, afirma.
A cirurgiã-dentista Mayara Oliveira, ouvida sobre o caso, reforça que os dois caminhos — cirurgia e preenchimento — atuam em níveis diferentes. “Quando a gente fala da ortognática, a gente vai acessar tecido ósseo, movimentar, mudar a estrutura. E quando a gente tá falando em preenchimento, a gente vai preencher, mas a nível tecido”, explica. Para ela, harmonização pode ser indicada em cenários semelhantes ao de Fernando, desde que o paciente entenda as limitações e a necessidade de manutenção, já que o ácido hialurônico é reabsorvível.
Fernando diz que a principal mudança não está nas fotos que viralizaram, mas na relação com o próprio espelho. Ele defende que a escolha do procedimento cabe ao paciente, em diálogo com profissionais habilitados, e relata que a repercussão acabou obrigando o casal a limitar comentários em publicações, embora a maior parte das mensagens tenha sido positiva.
Entenda o contexto
O caso expõe duas tendências que vêm ganhando força no país: o crescimento da harmonização facial entre homens e o debate sobre até que ponto procedimentos estéticos podem ou devem substituir cirurgias estruturais. Ao mesmo tempo, reforça a busca por um padrão de beleza mais alinhado às redes sociais, em que transformações radicais se disseminam rapidamente.
Graphic novels adultas ganham novas edições no Brasil
Em paralelo, o mercado editorial brasileiro volta os holofotes para um segmento já consolidado lá fora, mas ainda em expansão por aqui: as graphic novels adultas, que combinam narrativa sofisticada e projetos gráficos caprichados.
Uma seleção recente destaca cinco títulos voltados ao público maduro. Em “Muito Além Daqui”, o francês Chabouté acompanha o cotidiano e as frustrações de um vigia noturno em férias que não saem como o planejado, numa trama intimista sobre solidão e expectativas.
“Carbono & Silício”, de Mathieu Bablet, chega em edição de 270 páginas e mergulha em um futuro em que a inteligência artificial se torna consciente, colocando em cena robôs que atravessam décadas refletindo sobre humanidade, tecnologia e memória.
No nacional “Ouroboros”, Luckas Iohanathan constrói a história circular de um policial atormentado, explorando violência, culpa e repetição em um enredo que se dobra sobre si mesmo. Já “Eightball Completo”, de Daniel Clowes, reúne em volume único as histórias que ajudaram a definir o quadrinho alternativo, com personagens deslocados, humor ácido e crítica de costumes.
Fechando a lista, “O Desaparecimento de Josef Mengele”, de Matz, Jörg Mailliet e Olivier Guez, reconstitui em quadrinhos a fuga do médico nazista para a América do Sul após a Segunda Guerra, com foco na passagem pelo Brasil e na rede de proteção que o manteve foragido por anos.
As obras reforçam a aposta de editoras em quadrinhos de temática adulta, tratando de tecnologia, trauma histórico e conflitos existenciais. A expectativa no setor é que lançamentos desse tipo ampliem o público leitor de HQs e consolidem as graphic novels como opção de leitura tão relevante quanto romances e ensaios tradicionais, abrindo espaço para novos autores e eventos dedicados ao gênero no país.