O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a fazer críticas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL) após votar na manhã deste domingo (25), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Durante uma conversa com jornalistas, o candidato à reeleição chamou o senador de “miliciano” e afirmou que não imaginava enfrentar um adversário com as características que atribuiu ao candidato do PL.
Lula chegou à Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo por volta das 9h40, acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) também estiveram presentes.
As declarações foram feitas durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A expressão utilizada pelo presidente constitui uma acusação política contra Flávio Bolsonaro e não deve ser interpretada, isoladamente, como comprovação de envolvimento do senador com organizações criminosas.
Lula encerra campanha na Avenida Paulista em último ato antes do segundo turno
Lula chama Flávio Bolsonaro de “miliciano” após votar
Ao falar com a imprensa, Lula afirmou que, ao longo de seus 50 anos de trajetória política, participou de diversas campanhas eleitorais, mas nunca imaginou disputar a Presidência contra alguém que, em sua avaliação, apresentasse o comportamento atribuído por ele a Flávio Bolsonaro.
O presidente questionou a conduta do adversário e voltou a acusá-lo de faltar com a verdade durante a campanha.
“Eu nunca imaginei disputar uma eleição com uma pessoa desqualificada, moralmente, eticamente, pessoalmente, nunca imaginei disputar uma eleição com um miliciano que não faz o menor esforço para contar uma verdade.”
Lula também afirmou acreditar que os eleitores não escolherão alguém a quem ele atribui essa classificação para ocupar a Presidência da República.
As declarações representam o posicionamento do candidato petista durante a disputa eleitoral. A reportagem consultada não apresenta uma resposta de Flávio Bolsonaro a essas falas específicas.
Presidente votou acompanhado de Janja e aliados
Lula compareceu ao local de votação acompanhado da primeira-dama Janja. Geraldo Alckmin e Fernando Haddad também participaram da agenda na escola estadual.
Depois de registrar o voto, o presidente apontou para o número 13 estampado em um adesivo na camisa, cumprimentou os mesários e ergueu uma bandeira do Brasil.
São Bernardo do Campo é uma cidade ligada à trajetória política de Lula, que ganhou projeção nacional durante sua atuação no movimento sindical do ABC Paulista.
Após deixar a escola, a previsão era de que o presidente retornasse à residência na Zona Oeste da capital paulista antes de seguir para um hotel na região da Avenida Paulista, onde deverá acompanhar a apuração.
Críticas também marcaram debate presidencial
O termo “miliciano” já havia sido utilizado por Lula durante o debate presidencial realizado na sexta-feira (23), na TV Globo.
Na ocasião, Flávio Bolsonaro fez uma referência à perda de um dedo da mão de Lula durante um acidente de trabalho. O presidente reagiu à declaração e criticou o adversário.
Flávio pediu desculpas durante o próprio debate, afirmando que não tinha a intenção de ofender o petista.
O episódio marcou um dos momentos de confronto verbal entre os candidatos na reta final da campanha presidencial.
Lula comenta manifestações de apoio durante a campanha
Além das críticas ao adversário, Lula comentou a mobilização de apoiadores durante o segundo turno.
O presidente afirmou ter se emocionado com a participação de eleitores em atividades realizadas em diferentes estados brasileiros, incluindo Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Segundo Lula, o envolvimento observado nas últimas semanas foi diferente daquele que havia presenciado em campanhas anteriores.
No sábado (24), o presidente participou de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de Janja, Geraldo Alckmin e outras lideranças políticas.
O ato marcou o encerramento de suas atividades públicas de campanha antes da votação deste domingo.
Segundo turno define próximo presidente do Brasil
O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo (25), com a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Após o encerramento das urnas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará a totalização oficial dos votos.
O candidato que obtiver a maioria dos votos válidos será eleito presidente da República para o mandato de 2027 a 2030.