O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destacou a importância do fim da escala 6×1 para a rotina dos trabalhadores brasileiros. Durante a votação da proposta, em 14 de outubro, ele afirmou que a mudança representa mais tempo para a convivência familiar, os cuidados com a saúde e o descanso.
“Um dia a mais de descanso é mais tempo para a família. É mais tempo para acompanhar a vida dos filhos, para visitar os pais, para estar presente. É mais tempo para cuidar da saúde, praticar um esporte ou simplesmente descansar”, declarou Alcolumbre durante a sessão no Senado.
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Senado ressaltou que um dia adicional de folga pode fazer diferença na rotina de milhões de brasileiros. Segundo ele, o descanso permite acompanhar mais de perto o crescimento dos filhos, visitar familiares e dedicar tempo a atividades pessoais.
Alcolumbre também afirmou que a proposta exige responsabilidade e diálogo, já que a mudança alcança trabalhadores de diferentes setores e empresas com realidades distintas. Para o senador, a discussão precisa considerar tanto os benefícios sociais quanto os desafios de adaptação do setor produtivo.
Senado aprovou fim da escala 6×1
O Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 em dois turnos no dia 14 de outubro, com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação. Como os senadores mantiveram o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados, a proposta seguiu para promulgação pelo Congresso Nacional.
A Emenda Constitucional nº 141 foi promulgada em 16 de outubro de 2026. A medida prevê dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, além da diminuição gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.
Transição será feita em etapas
O cronograma prevê que, 60 dias após a promulgação, a jornada máxima seja reduzida inicialmente para 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, o limite passará a ser de 40 horas por semana.
A mudança busca substituir a escala tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso por um modelo que assegure dois dias de repouso remunerado. Um deles deverá ocorrer preferencialmente aos domingos, conforme as regras previstas na emenda.
Empresas terão de adaptar as escalas
A implementação exigirá ajustes na organização do trabalho, especialmente em setores que funcionam todos os dias, como comércio, indústria, construção civil e serviços essenciais. Dependendo da atividade, as empresas poderão reorganizar turnos, redistribuir horários e avaliar a necessidade de novas contratações.
Os possíveis efeitos sobre custos, produtividade e emprego dependerão das condições de cada setor e da forma como as equipes forem reorganizadas. A transição gradual foi prevista para permitir a adaptação às novas exigências.
Ao destacar a importância do descanso, Alcolumbre colocou a convivência familiar e a saúde entre os principais aspectos sociais da mudança. A nova jornada passa a ser implementada conforme os prazos estabelecidos pela emenda constitucional.