Flávio Bolsonaro deve liderar oposição a Lula dos EUA; Trump deve pressionar Brasil pela economia

Empresário mexicano Simón Levy afirma que Washington pode apertar o Brasil "no bolso" e atribui a Marco Rubio uma suposta operação para proteger o senador, sem apresentar provas
Redação NC News
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) deve liderar a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos, enquanto o governo de Donald Trump pode ampliar a pressão econômica sobre o Brasil. A avaliação é do advogado e empresário mexicano Simón Levy, que se apresenta como aliado do presidente americano. Trata-se de uma opinião e de afirmações de Levy, sem confirmação oficial de nenhum dos governos envolvidos.

Em artigo publicado na segunda-feira (26), intitulado “Operação Alba”, Levy relacionou a saída de Flávio do país a uma disputa política mais ampla na América Latina. Nesta terça-feira (27), afirmou que o senador chegou aos Estados Unidos em segurança e que uma operação americana estaria em andamento para protegê-lo.

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Entenda o que aconteceu

Segundo Levy, a articulação teria sido conduzida pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. O empresário, porém, não apresentou provas públicas do suposto envolvimento do secretário, nem detalhes sobre a operação.

Até o momento, não há confirmação oficial de que Flávio tenha deixado o Brasil, nem de que Rubio ou o governo americano tenham organizado a viagem ou formalizado apoio à atuação política do senador. As informações de Levy partem de um interlocutor que se apresenta como aliado de Trump, e não de fonte oficial.

Trump pode pressionar o Brasil pela economia

Levy também apontou a economia como possível instrumento de pressão de Washington contra o governo Lula.

“Washington está intensificando suas ações na Venezuela, em Cuba e no México, e apertando o Brasil onde mais dói: no bolso”, escreveu.

O mexicano não especificou quais medidas poderiam ser adotadas: o texto não detalha se a pressão envolveria novas tarifas comerciais, sanções financeiras ou restrições a empresas brasileiras. A possibilidade ganha relevância diante do histórico recente de tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, mas, até agora, não há confirmação de que Trump tenha decidido adotar novas medidas econômicas contra o governo brasileiro por causa da eleição.

Flávio pretende comandar a oposição do exterior

Na publicação, Levy afirmou que Flávio assumirá a liderança da resistência ao governo Lula em território americano, o que sinaliza, na leitura dele, uma tentativa de manter a mobilização bolsonarista mesmo após a derrota presidencial. O mexicano também argumentou que a direita brasileira preserva força institucional no Congresso, o que poderá dificultar a agenda do novo governo.

As declarações, contudo, não comprovam a existência de uma estratégia coordenada pela Casa Branca. Tampouco há confirmação pública de que Rubio tenha organizado a viagem.

Entenda o contexto

Uma eventual aproximação entre o senador e aliados de Trump poderia acrescentar um componente internacional à oposição brasileira, sobretudo se houver iniciativas concretas de pressão comercial ou diplomática sobre o governo Lula.

Por ora, porém, o que existe são afirmações de um comentarista político estrangeiro, sem respaldo de documentos, de autoridades americanas ou de registros migratórios que as sustentem.

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