Pastor Sargento Isidório aciona Ministério Público contra prefeito de Salvador por retenção de ônibus

Deputado pede investigação sobre redução da frota durante o segundo turno e aponta possíveis irregularidades que teriam prejudicado o deslocamento de eleitores.
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O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante), o mais votado da Bahia nas eleições de 2026, acionou o Ministério Público contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e representantes de empresas de transporte público.

A representação foi apresentada na terça-feira (27) e pede investigação sobre a retenção de ônibus durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).

Na petição, o parlamentar afirma que a frota em circulação na capital baiana caiu mais de 50% em comparação com dias úteis e que pelo menos 75 ônibus teriam sido impedidos de sair das garagens.

Segundo o documento, a justificativa apresentada pela administração municipal envolvia a presença de adesivos alusivos ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos veículos.

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Deputado afirma que retenção de ônibus prejudicou eleitores

Isidório sustenta que a redução da frota dificultou o deslocamento de eleitores até os locais de votação, principalmente em bairros periféricos de Salvador. A representação menciona filas e superlotação em pontos de ônibus e terminais de integração durante o dia da votação.

Na avaliação do deputado, a retenção dos veículos precisa ser investigada para esclarecer se houve irregularidades e se a medida afetou o comparecimento às urnas. O parlamentar pede que o Ministério Público apure possíveis crimes eleitorais e atos de improbidade administrativa.

Na representação, Isidório afirma que a medida teria ultrapassado uma questão administrativa relacionada à propaganda eleitoral.

“A diminuição abrupta e forçada de metade dos ônibus de Salvador, mantendo veículos retidos em garagens sob o pretexto de propaganda irregular, configura descumprimento frontal do preceito fundamental consolidado pela Suprema Corte”, declarou o deputado.

Representação pede documentos e registros da operação

Para esclarecer o que aconteceu em 25 de outubro, o deputado solicitou que sejam apresentados registros de GPS dos ônibus, ordens de serviço, cancelamentos de viagens e escalas dos veículos. Os documentos podem ajudar a identificar quantos ônibus deixaram de circular e quais foram as circunstâncias da retenção.

Isidório também pediu acesso à íntegra do procedimento do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) relacionado à determinação de recomposição da frota. Caso sejam identificados elementos suficientes, ele solicita que sejam adotadas medidas judiciais nas esferas criminal e civil contra os responsáveis.

Prefeitura havia atribuído interrupção a adesivos irregulares

O episódio ocorreu durante o segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou que a operação do transporte público havia sido normalizada após interrupções em garagens, atribuídas a ocorrências de adesivação irregular dos veículos.

A legislação eleitoral proíbe que ônibus do transporte público circulem com propaganda eleitoral irregular. A apuração, no entanto, deverá esclarecer se a retenção dos veículos ocorreu dentro dos limites legais e se houve prejuízo à oferta do serviço durante a votação.

O acionamento do Ministério Público representa um pedido de investigação, e não uma conclusão de que houve crime ou improbidade administrativa. A eventual responsabilização dependerá da análise dos fatos e das provas pelas autoridades competentes.

Isidório foi o deputado federal mais votado da Bahia

Pastor Sargento Isidório foi reeleito deputado federal com 248.147 votos, liderando a votação para a Câmara dos Deputados na Bahia em 2026. O parlamentar agora pede que o Ministério Público investigue as circunstâncias da operação dos ônibus no segundo turno e apure eventuais responsabilidades.

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