Netanyahu fica sem maioria parlamentar e acusa fraude eleitoral

Com a apuração avançada, bloco do premiê não alcança os 61 assentos necessários para formar governo; polícia e comissão eleitoral contestam as acusações de fraude.
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não conseguiu garantir maioria parlamentar para seu bloco nas eleições legislativas realizadas na terça-feira (27). Com a apuração avançada, os resultados parciais indicavam que o grupo governista ficaria abaixo dos 61 assentos necessários para formar um governo no Parlamento israelense, o Knesset.

Diante do cenário, o Likud, partido de Netanyahu, acusou legendas árabes de fraude eleitoral. As alegações, porém, foram contestadas pela polícia israelense e pela Comissão Eleitoral Central, que afirmaram não haver evidências que sustentem uma fraude generalizada. A contagem dos votos ainda estava em andamento nesta quinta-feira (29).

Partido de Netanyahu empata com oposição em nova pesquisa

Netanyahu não alcança maioria para formar governo

Israel tem um sistema parlamentarista no qual a formação do governo depende do apoio da maioria dos integrantes do Knesset, que possui 120 assentos. Para garantir maioria, uma coalizão precisa reunir pelo menos 61 parlamentares.

De acordo com resultados parciais divulgados durante a apuração, o bloco de Netanyahu tinha projeção de 53 cadeiras. A aliança de oposição liderada por Gadi Eisenkot aparecia com 48, enquanto os partidos árabes poderiam conquistar 19 assentos, número que representaria um recorde para essas legendas. Os números ainda poderiam mudar com a conclusão da contagem. :chatgpt-content-reference

Infográfico mostra a projeção parcial das cadeiras no Parlamento de Israel, as acusações de fraude feitas pelo partido de Netanyahu e os próximos passos para formar governo.

Partido de Netanyahu alega fraude eleitoral

O Likud afirmou que partidos árabes teriam cometido irregularidades durante o processo eleitoral, citando suspeitas de suborno, ameaças, violência, falsificação e uso de ferramentas proibidas para mobilizar eleitores.

O partido declarou ter encaminhado denúncias e materiais às autoridades competentes, incluindo a polícia, o serviço de segurança interna Shin Bet e a Comissão Eleitoral Central. Até a publicação das informações consultadas, porém, as acusações não haviam sido acompanhadas de provas públicas que demonstrassem fraude capaz de alterar o resultado do pleito.

Polícia e comissão eleitoral contestam acusações

A polícia israelense afirmou que não havia evidências investigativas ou informações de inteligência que corroborassem as alegações de fraude feitas pelo partido de Netanyahu. A Comissão Eleitoral Central também rejeitou as acusações apresentadas pelo Likud.

As autoridades informaram que denúncias relacionadas à integridade do processo eleitoral podem ser examinadas pelos canais institucionais. A existência de uma acusação, entretanto, não comprova que a irregularidade tenha ocorrido. :chatgpt-content-reference

A polícia israelense afirmou que não havia evidências investigativas ou informações de inteligência que corroborassem as alegações de fraude feitas pelo partido de Netanyahu.

Partidos árabes podem influenciar a formação do governo

O resultado parcial ampliou a importância dos partidos árabes nas negociações para a formação de uma coalizão. Com a projeção de 19 assentos, essas legendas poderiam ter influência decisiva na tentativa de construir uma maioria alternativa à liderada por Netanyahu.

O cenário, no entanto, envolve obstáculos políticos. Setores da oposição israelense já descartaram formar um governo com partidos liderados por palestinos, enquanto lideranças dessas legendas indicaram disposição para contribuir para a saída de Netanyahu do poder, sem necessariamente integrar um novo gabinete.

O que acontece após a apuração?

Com o encerramento da contagem e a formalização dos resultados, os partidos terão de negociar para tentar reunir apoio suficiente à formação de um novo governo. O presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá consultar as lideranças políticas e indicar um parlamentar considerado capaz de construir uma coalizão.

Netanyahu permanece no cargo enquanto não houver a formação de um novo governo. Caso as negociações fracassem e nenhum candidato consiga reunir apoio parlamentar suficiente, o país poderá enfrentar uma nova eleição.

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