Mãe e filho são presos suspeitos de vender drogas juntos em Macapá

Mulher de 59 anos e filho de 30 foram detidos após denúncia anônima no bairro Araxá; polícia apreendeu 42 porções de substâncias suspeitas e quatro celulares.
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Uma mulher de 59 anos e o filho dela, de 30, foram presos na noite desta quinta-feira (29), suspeitos de comercializar drogas juntos no bairro Araxá, na Zona Sul de Macapá, no Amapá. Segundo a Polícia Militar, os dois foram abordados após uma denúncia anônima sobre a venda de entorpecentes na Passagem CPA. Durante a ocorrência, os policiais apreenderam 42 porções de substâncias semelhantes à maconha e à cocaína, além de quatro aparelhos celulares.

A prisão foi realizada por uma equipe do Patrulhamento Tático com Apoio de Motocicletas (Patamo). De acordo com o relatório policial, mãe e filho teriam admitido a participação na comercialização das drogas. Parte do material foi encontrada durante a abordagem e o restante estava escondido no guarda-roupa da mulher, dentro da residência da família.

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Mãe e filho tentaram fugir ao perceber a chegada da polícia

A ocorrência começou depois que a equipe recebeu informações sobre um grupo de pessoas que estaria vendendo drogas na Passagem CPA, área apontada pela polícia como ponto de comercialização de entorpecentes e de disputas territoriais entre integrantes de facções criminosas.

Ao chegar ao endereço indicado, os policiais encontraram várias pessoas reunidas. Segundo a ocorrência, os suspeitos correram ao perceber a aproximação da equipe e dispensaram sacolas e objetos durante a tentativa de fuga.

Os militares iniciaram o acompanhamento e conseguiram abordar um homem e uma mulher. Durante a revista pessoal, foram encontradas sete porções de uma substância semelhante à cocaína no bolso traseiro da bermuda do suspeito, além de um celular azul.

 

No caminho percorrido durante a fuga, os policiais também recolheram quatro porções de material semelhante à maconha.
No caminho percorrido durante a fuga, os policiais também recolheram quatro porções de material semelhante à maconha.

Suspeito contou que vendia drogas com a própria mãe

Após a abordagem, os policiais realizaram a identificação dos dois envolvidos e descobriram que se tratava de mãe e filho.

Segundo o relatório da PM, ao ser questionado sobre a procedência dos entorpecentes, o homem de 30 anos afirmou que estava comercializando drogas no local com a ajuda da própria mãe.

A mulher, de 59 anos, também teria confirmado a participação na venda e informado aos policiais que havia mais entorpecentes guardados em sua residência.

 

Polícia encontrou drogas escondidas no guarda-roupa

Durante a vistoria na residência, os militares localizaram, no andar superior do imóvel, uma caixa vermelha escondida dentro do guarda-roupa da mulher.

No recipiente estavam 31 porções de substância semelhante à maconha, que, segundo a polícia, seriam destinadas à comercialização.

Ao lado da caixa, os agentes encontraram outros três celulares, sacolas, uma tesoura e uma colher. Os objetos foram apreendidos por suspeita de utilização no preparo e no acondicionamento dos entorpecentes.

Questionada sobre o material, a mulher teria declarado que as drogas pertenciam a ela e seriam vendidas.

 

Ao todo, a operação resultou na apreensão de 35 porções de substância semelhante à maconha e sete de material semelhante à cocaína, além dos quatro aparelhos celulares e dos objetos encontrados na casa.
Ao todo, a operação resultou na apreensão de 35 porções de substância semelhante à maconha e sete de material semelhante à cocaína, além dos quatro aparelhos celulares e dos objetos encontrados na casa.

Mãe e filho foram encaminhados ao Ciosp

Diante dos fatos, os dois receberam voz de prisão e foram conduzidos ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp).

Todo o material apreendido foi apresentado à autoridade policial para registro da ocorrência e adoção dos procedimentos legais.

A identificação definitiva das substâncias depende de análise pericial. As circunstâncias da comercialização e a eventual participação de outras pessoas deverão ser apuradas pelas autoridades.

Próximos passos

O caso ficará sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá avaliar os elementos apresentados pela equipe policial e dar continuidade aos procedimentos investigativos.

Até a divulgação das informações, não havia confirmação sobre eventual decisão judicial relacionada à manutenção da prisão dos dois envolvidos.

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