Belo Horizonte ganhará um novo hospital com atendimento exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2027. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira (30), durante agenda na capital mineira. A estrutura contará com 250 novos leitos e 70 pontos de hemodiálise.
O hospital funcionará no prédio da antiga Maternidade Octaviano Neves, na Rua Ceará, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O imóvel onde vai funcional o hospital foi adquirido pela Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), responsável pelo Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais.
Com a incorporação do novo hospital, a capacidade de internação pelo SUS na instituição passará de 250 para 500 leitos. A ampliação também prevê seis novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta e outros seis de UTI pediátrica, segundo o Ministério da Saúde.
A estrutura era utilizada para atendimento de pacientes de planos de saúde e passará por um período de transição até atender exclusivamente a rede pública.
Quando o novo hospital começará a atender?
A previsão apresentada pelo ministro é que a ampliação dos atendimentos comece no início de 2027. A mudança será gradual, sem interrupção imediata dos serviços prestados aos pacientes que atualmente utilizam convênios médicos.
O planejamento será realizado em conjunto pela Feluma, pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.
O novo hospital deverá ampliar a oferta de cirurgias eletivas, procedimentos oncológicos e tratamentos de doenças renais.
Entre os investimentos anunciados estão 70 pontos de hemodiálise, destinados a pacientes que precisam de tratamento para substituir parte das funções dos rins.
Ampliação busca reduzir espera por cirurgias
O projeto integra o programa federal Agora Tem Especialistas, criado para ampliar o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados pelo SUS.
Segundo o Ministério da Saúde, a Feluma já participa do programa por meio de um contrato anual de R$ 3,5 milhões. Nesse modelo, hospitais privados podem realizar atendimentos para o SUS e receber créditos financeiros para compensar débitos tributários com a União.
Em 2025, os Institutos Ciências Médicas atenderam pacientes de mais de 600 municípios mineiros. Ao longo do ano, foram contabilizadas mais de 16 mil internações, 10 mil cirurgias e 11 mil sessões de hemodiálise.
A nova estrutura também será utilizada como hospital – escola para a formação de estudantes de medicina e profissionais de programas de residência e especialização.
Apesar do anúncio, ainda não foi divulgado um cronograma detalhado para a abertura de todos os leitos e serviços previstos.