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Vitória democrata nos EUA aumenta pressão sobre Flávio Bolsonaro e pode complicar permanência no país

Oposição conquista Câmara e Senado, ganha força para investigar o governo Trump e pode ampliar questionamentos sobre a entrada do senador brasileiro nos Estados Unidos.
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Vitória democrata no Congresso dos Estados Unidos pode ampliar a pressão sobre Flávio Bolsonaro em solo americano. A oposição conquistou maioria na Câmara e no Senado, o que abre espaço para investigações, cobranças ao governo Trump e novo desgaste político para o bolsonarismo. O resultado, porém, não garante a deportação do senador.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos renovam o Congresso e parte dos governos estaduais, e o resultado complicou o cenário político para Flávio Bolsonaro. Os democratas conquistaram o controle das duas Casas legislativas, em uma derrota expressiva para o presidente Donald Trump e os republicanos. A nova composição amplia a capacidade de pressão sobre o governo americano em relação ao senador brasileiro. Um ponto técnico precisa ficar claro.

Donald Trump enfrenta um Congresso de maioria democrata após derrota republicana nas eleições legislativas dos Estados Unidos.

O Congresso americano não decide deportações. Revogar um visto não retira automaticamente um estrangeiro do país, e a deportação exige procedimento legal específico no Executivo. O que uma maioria democrata consegue fazer é investigar as condições da entrada de Flávio e da família, cobrar explicações do Departamento de Estado e questionar o uso de recursos públicos na proteção do senador.

Marco Rubio nega ajuda dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro, mas confirma aval de Trump

Dois inquéritos no STF

Flávio responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. O primeiro envolve o

financiamento do filme Dark Horse e a relação

Flávio Bolsonaro pode enfrentar maior pressão política nos Estados Unidos após a vitória democrata no Congresso americano.

com o dono do Banco Master. O segundo, segundo fontes, está ligado ao universo das bets e atinge um advogado amigo pessoal do senador. Ele deixou o Brasil dois dias depois de perder a eleição presidencial para Lula, em 25 de outubro. Nos Estados Unidos, o senador tem sinalizado que pode falar abertamente, algo que, no Brasil, ele associa a um regime de exceção e a perseguição política atribuída ao ministro Alexandre de Moraes.

Oposição à distância e a disputa pela direita

A tendência é de que Flávio tente manter uma oposição home office, a distância, quase em formato EAD. A estratégia tem um objetivo prático: não perder espaço na direita para nomes que se projetam visando o controle do campo em 2030. Os principais são o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a senadora eleita pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro.

 Tarcísio, Michelle e a sombra de Eduardo

Segundo fontes diplomáticas, os ataques radicais a Tarcísio teriam o dedo de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que também mora nos Estados Unidos. O irmão de Flávio teria endurecido a tese de que o governador foi traidor na campanha. Michelle, falando pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, teria rechaçado essa interpretação.

Casa Branca pode enfrentar maior pressão dos democratas no Congresso após derrota republicana nas eleições americanas.

Um Congresso insatisfeito com Trump

Parlamentares democratas já mostraram irritação com a postura do governo Trump no caso. Os vistos concedidos a Flávio e à família provocaram críticas do comitê de Relações Exteriores da Câmara e uma carta de dezenas de deputados ao secretário de Estado, Marco Rubio. Parte dos democratas sustenta que o tratamento dado ao senador contrasta com a rigidez da política migratória americana, inclusive diante de pedidos de entrada por perseguição política e fuga de guerra.

A vitória democrata nas duas Casas do Congresso muda o cenário político em Washington. A oposição terá poderes para convocar audiências, solicitar documentos, conduzir investigações e cobrar explicações do governo Trump. A nova maioria, que assume em janeiro de 2027, poderá transformar o caso de Flávio em mais um ponto de atrito com a Casa Branca. Para o senador brasileiro, o resultado representa um novo fator de pressão sobre sua permanência e sua atuação política nos Estados Unidos.

 

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