Dana White saiu em defesa da arbitragem no UFC Vegas 123, projetou o retorno de Ilia Topuria ao octógono para o início de 2027 e explicou por que a aguardada superluta entre Amanda Nunes e Kayla Harrison não será a atração principal do UFC 334, marcado para 14 de novembro em Nova York (EUA).
Por que Dana White defendeu os critérios de arbitragem após a luta de Moicano?
O presidente do UFC apoiou a interpretação usada na polêmica interrupção de Dan Miragliotta na luta entre Renato Moicano e Tom Nolan, no UFC Vegas 123, ao afirmar que posição dominante no solo não basta para manter o combate no chão se não houver ação ofensiva.
No duelo, Moicano controlava as costas de Nolan com um triângulo corporal no segundo round quando o árbitro mandou os dois se levantarem. A retomada em pé mudou o rumo da luta: Nolan cresceu no combate e conseguiu o nocaute técnico no terceiro assalto, resultado que detonou críticas ao árbitro nas redes sociais e entre comentaristas.
Dana White evitou condenar Miragliotta e focou na leitura das regras. “Não acho que seja uma questão de estar em uma posição dominante. Acho que é sobre você estar causando dano e tentando vencer a luta. Alguns desses caras são tão bons que conseguem pegar as costas e simplesmente ficar ali durante três rounds. As regras dizem que, se você não está causando dano, avançando sua posição ou tentando vencer a luta, o combate deve ser levantado”, afirmou.
Ele admitiu que o lance ainda está em discussão interna. “Eu sabia que essa pergunta viria. Sinceramente, não sei o que pensar sobre isso. Nós ainda nem conversamos sobre o assunto aqui. Nós ainda nem discutimos isso”, disse, sinalizando que o caso deve ser revisto, mas sem desautorizar o árbitro em público.
Ao lembrar que quem regula a arbitragem são as comissões atléticas estaduais, e não o UFC, White reforça a autonomia dos juízes de octógono e indica que lutadores precisarão mostrar mais agressividade e busca por finalização para evitar novas intervenções semelhantes.
Quando Dana White projeta o retorno de Ilia Topuria ao UFC?
Dana White afirmou que Ilia Topuria deve voltar a lutar no início de 2027 e que o UFC já trabalha para encaixar o espanhol-georgiano em um card no começo do ano que vem.
Em declaração recente, o dirigente foi direto ao falar sobre o futuro do ex-campeão de duas categorias. “Ele voltará no início de 2027. Estamos trabalhando nisso”, disse White, sem revelar data, local ou possível adversário.
Topuria, de 29 anos, perdeu a invencibilidade no MMA em junho, quando foi nocauteado por Justin Gaethje no quarto round, no evento conhecido como UFC Casa Branca. O combate deixou o rosto do lutador bastante castigado e gerou preocupação sobre o tempo de recuperação.
Nas redes sociais, porém, “El Matador” já mostra rotina forte de treinos. Em uma das últimas postagens, aparece correndo ao ar livre e escreveu: “Voltei para onde tudo começou. Não para relembrar, mas para lembrar. ‘El Matador’ está voltando”. O tom da mensagem combina com o discurso do UFC de recolocar o peso leve em evidência em 2027, com um Topuria renovado na disputa da divisão.
Qual foi a explicação de Dana White para a superluta Amanda Nunes x Kayla Harrison não ser a principal do UFC 334?
Dana White sustentou que a escolha de Ciryl Gane x Josh Hokit, pelo cinturão dos pesados, como luta principal do UFC 334 foi uma decisão de timing e prontidão dos atletas, mesmo reconhecendo o peso esportivo e comercial de Amanda Nunes x Kayla Harrison, que ficará como co-luta principal em Nova York.
O evento do dia 14 de novembro marca o retorno de Amanda Nunes após aposentadoria e recuperação de uma grave lesão no pescoço, além da volta de Kayla Harrison à defesa do cinturão peso galo. As duas chegaram a ter combate marcado no início do ano, mas o duelo foi cancelado por causa dos problemas físicos da campeã.
Agora, Amanda, de 38 anos, dona de um cartel de 23 vitórias e 5 derrotas e integrante do Hall da Fama do UFC, deixa a aposentadoria para encarar Harrison, de 36 anos, campeã olímpica no judô e campeã dos galos com 19 vitórias e apenas uma derrota no MMA.
Ainda assim, o UFC optou por colocar o cinturão dos pesados como atração principal. “Sim, poderia ser uma atração principal, mas não sei. Quando acontece tudo isso, depende muito do timing, de quem está pronto. E, obviamente, essa luta deveria ter acontecido há algum tempo. Então, acabou chegando ao evento de Nova York”, explicou Dana.
Na prática, a estratégia valoriza o título dos pesados no topo do card, mas mantém a superluta feminina em enorme destaque, alimentando a narrativa de um evento duplo, em que duas disputas de cinturão dividem o centro das atenções.
Quem é Dana White e qual seu papel no UFC?
Dana White é o presidente e CEO do UFC, responsável por comandar a organização dos eventos, fechar lutas, negociar contratos com atletas e parceiros comerciais e definir, ao lado da equipe de matchmakers, o rumo esportivo e promocional da companhia.
Figura central na popularização do MMA ao redor do mundo, ele atua como principal porta-voz da liga, aparece com frequência em entrevistas coletivas, podcasts e no próprio Instagram, e participa diretamente de decisões estratégicas, como a estrutura dos cards numerados, o planejamento de estrelas em ascensão e o posicionamento do UFC em mercados internacionais.