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Presidente do PT no Pará morre após passar 43 dias internado por atentado a tiros

Antônio Moreira da Cruz, conhecido como Toizim do PT, foi baleado dentro do próprio escritório em Tailândia; Polícia Civil investiga a motivação do crime.
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O presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Tailândia, no nordeste do Pará, Antônio Moreira da Cruz, conhecido como Toizim do PT, morreu na quarta-feira (4), aos 49 anos, após passar 43 dias internado em decorrência de um atentado a tiros. O dirigente foi baleado dentro do escritório onde trabalhava, em setembro, e não resistiu às complicações provocadas pelos ferimentos.

A morte foi confirmada pelo diretório estadual do PT na quinta-feira (5), por meio de uma nota de pesar divulgada nas redes sociais. Antônio estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Belém desde o dia 22 de setembro, um dia após o ataque. Durante esse período, permaneceu em estado grave.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Pará, que realizou uma operação para identificar os envolvidos no atentado. O partido cobrou esclarecimentos sobre a motivação do crime e a responsabilização dos responsáveis. Até o momento, as autoridades não confirmaram se o ataque teve relação com a atividade política exercida pela vítima.

Presidente do PT em Tailândia é baleado em atentado dentro de escritório no Pará

Como aconteceu o atentado contra o presidente do PT?

O ataque ocorreu no dia 21 de setembro de 2026, por volta das 18h20, dentro do escritório onde Antônio trabalhava, localizado na Avenida Fortaleza, na região central de Tailândia.

Segundo as informações reunidas pela polícia, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta Honda Pop vermelha. Um deles desceu do veículo, entrou no escritório e efetuou vários disparos contra o dirigente político.

De acordo com a Polícia Militar, pelo menos cinco tiros foram disparados com um revólver calibre .38. Antônio foi atingido em diferentes partes do corpo, incluindo a cabeça e um dos braços.

Após o ataque, os suspeitos fugiram na motocicleta. O dirigente recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado ao Hospital Geral de Tailândia.

Diante da gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para um hospital particular em Belém, onde permaneceu internado na UTI até a confirmação da morte.

Operação policial prendeu oito pessoas após o atentado

Quatro dias depois do ataque, em 25 de setembro, a Polícia Civil deflagrou a operação Marco Divisória, realizada nos municípios de Tailândia e Moju.

A ação foi coordenada por equipes da Delegacia de Tailândia e da Delegacia de Homicídios de Tucuruí, com o objetivo de localizar envolvidos no atentado e reunir provas sobre as circunstâncias do crime.

Segundo informações atualizadas da Polícia Civil, oito pessoas foram autuadas em flagrante por posse irregular de armas de fogo de uso restrito. Entre elas, duas também tiveram mandados de prisão temporária cumpridos por determinação da Vara Criminal de Tailândia.

Durante a operação, os agentes apreenderam 14 armas de fogo, incluindo nove espingardas, três pistolas e dois revólveres.

Também foram recolhidas 134 munições de diferentes calibres, cinco coletes balísticos e aparelhos celulares que podem auxiliar nas investigações.

As prisões ocorreram no contexto da investigação do atentado, mas a polícia ainda precisa esclarecer a participação de cada pessoa no crime. A apreensão de armas e os flagrantes não significam, por si só, que todos os detidos tenham participado dos disparos contra Antônio.

Quem era Antônio Moreira, conhecido como Toizim do PT?

Antônio Moreira da Cruz era uma liderança política conhecida no município de Tailândia, onde presidia o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores desde 2019.

Em 2025, foi reeleito para a presidência da legenda durante o Processo de Eleições Diretas (PED), realizado pelo partido para escolher seus dirigentes.

Além da atuação partidária, Antônio também participou das eleições municipais de 2024, quando disputou uma vaga na Câmara Municipal de Tailândia. Ele não conseguiu se eleger.

Conhecido entre militantes e moradores como Toizim do PT, o dirigente mantinha participação ativa nas atividades políticas da cidade.

Aos 49 anos, ele deixou filhos e netos. Sua morte provocou manifestações de pesar entre familiares, amigos e integrantes do partido.

PT lamenta morte e cobra esclarecimento do crime

O diretório estadual do PT no Pará divulgou uma nota lamentando a morte de Antônio e prestando solidariedade aos familiares e amigos.

Na manifestação, o partido destacou a trajetória do dirigente na militância política e seu envolvimento com as atividades partidárias no município.

“Companheiro querido e militante dedicado.”

A expressão foi utilizada pelo PT para descrever Antônio, que estava à frente da direção municipal da legenda havia sete anos.

O partido também pediu que as autoridades esclareçam as circunstâncias do atentado, identifiquem os responsáveis e garantam a responsabilização dos envolvidos.

Apesar da atuação política da vítima, a motivação do crime ainda não foi esclarecida. Não há confirmação oficial de que o ataque tenha sido provocado por divergências partidárias ou disputas eleitorais.

Investigação continua após confirmação da morte

Com a morte de Antônio Moreira, a investigação passa a considerar o resultado fatal do atentado ocorrido em setembro.

A Polícia Civil informou que a Delegacia de Tailândia continua responsável pela apuração, incluindo a análise das provas recolhidas durante a operação Marco Divisória.

Os investigadores buscam esclarecer quem ordenou ou executou o ataque, qual teria sido a motivação e se outras pessoas participaram da ação.

A confirmação da morte também poderá levar à reavaliação do enquadramento criminal dos investigados, conforme as provas reunidas e a participação individual de cada envolvido.

Até a última atualização, a Polícia Civil não havia divulgado uma conclusão definitiva sobre a motivação do atentado nem confirmado que o crime estivesse relacionado à atuação política do dirigente.

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