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Jefferson Coronel, marqueteiro da ex-candidata Maria do Carmo, é preso por suspeita de pornografia infantil

Jefferson Coronel, de 58 anos, foi detido por ordem da Justiça do Amazonas. Investigação teve início após denúncia de Omar Aziz sobre uso de imagens de sua filha durante a campanha eleitoral de 2026.
Redação NC News
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O jornalista e marqueteiro político Jefferson Coronel, de 58 anos, foi preso na tarde deste domingo (8), em São Paulo, após a Polícia Civil do Amazonas identificar material de abuso sexual infantojuvenil em um dispositivo eletrônico atribuído ao investigado. A prisão ocorreu por determinação da Justiça amazonense, com apoio da Polícia Civil paulista. Coronel integrou a equipe de campanha de Maria do Carmo Seffair (PL), candidata derrotada ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o material foi localizado durante a análise de equipamentos apreendidos em uma operação anterior. A descoberta levou à abertura de um segundo inquérito, específico para apurar possíveis crimes relacionados ao armazenamento de conteúdo de exploração sexual de crianças e adolescentes.

O marqueteiro já era investigado em outro procedimento, relacionado à divulgação de vídeos que utilizaram imagens da filha adolescente do governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), durante a campanha eleitoral. Os dois procedimentos têm objetos diferentes, embora a investigação anterior tenha levado os policiais aos equipamentos eletrônicos de Coronel.

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O que levou à prisão de Jefferson Coronel?

A prisão aconteceu depois que investigadores da Polícia Civil do Amazonas identificaram arquivos com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil em um aparelho eletrônico associado ao jornalista.

Segundo as informações divulgadas, o material foi encontrado durante a análise dos dispositivos recolhidos em diligências realizadas no fim de outubro.

A descoberta motivou a abertura de uma nova investigação, separada daquela que apura a divulgação de imagens da filha de Omar Aziz durante a campanha eleitoral.

A Justiça do Amazonas expediu uma ordem de prisão, cumprida neste domingo na capital paulista.

Agentes da Polícia Civil de São Paulo participaram do cumprimento do mandado.

As reportagens consultadas apresentam informações diferentes sobre o aparelho em que o conteúdo foi identificado. Há referências a celular e a tablet. A identificação definitiva do dispositivo depende de confirmação pela autoridade policial.

Também não foram divulgados detalhes sobre a quantidade de arquivos encontrados nem sobre os resultados completos da análise pericial.

Marqueteiro já havia sido alvo de operação em Manaus

Jefferson Coronel estava entre os investigados em uma operação realizada pela Polícia Civil do Amazonas em 29 de outubro.

Na ocasião, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a profissionais que participaram da campanha de Maria do Carmo.

Um dos locais vistoriados foi um imóvel associado ao jornalista, em Manaus.

Equipamentos eletrônicos foram recolhidos para análise dos investigadores.

O trabalho faz parte de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

O procedimento original busca identificar os responsáveis pela produção e divulgação de conteúdos que utilizaram imagens da filha de Omar Aziz durante a campanha eleitoral.

Em declarações anteriores, Coronel negou participação na produção dos vídeos investigados e afirmou que sua atuação na campanha estava relacionada à assessoria de imprensa e à preparação da candidata para debates.

Essas declarações foram dadas antes da prisão deste domingo e não constituem manifestação de sua defesa sobre o novo inquérito.

Como começou a investigação envolvendo a filha de Omar Aziz?

O caso ganhou repercussão depois do segundo turno das eleições estaduais, realizado em 25 de outubro.

Após a confirmação de sua vitória, Omar Aziz denunciou a divulgação de conteúdos que associavam seu nome a acusações de pedofilia e utilizavam imagens dele ao lado da filha, ainda criança.

O governador eleito criticou a exposição da adolescente e afirmou que buscaria a responsabilização dos envolvidos.

A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar a origem dos vídeos, sua eventual manipulação e a participação de pessoas ligadas à campanha adversária.

Entre os investigados estavam profissionais da equipe de comunicação de Maria do Carmo, incluindo Jefferson Coronel e o publicitário George Wilde.

O inquérito original apura possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

É importante distinguir os procedimentos: a investigação sobre os vídeos da campanha não significa que o material de abuso sexual infantil encontrado posteriormente tenha sido produzido ou divulgado naquele contexto eleitoral.

Até o momento, não foram apresentados elementos públicos que estabeleçam essa relação.

Polícia também apreendeu equipamentos de Maria do Carmo

Na sexta-feira (6), dois dias antes da prisão de Coronel, a Polícia Civil cumpriu outro mandado de busca e apreensão, desta vez na residência de Maria do Carmo Seffair, em Manaus.

Durante a operação, os agentes apreenderam o celular e um computador da ex-candidata ao governo estadual.

A diligência foi realizada após o Tribunal de Justiça do Amazonas restabelecer uma autorização judicial que havia sido temporariamente suspensa.

O delegado Marcelo Martins, responsável pela investigação, informou que os equipamentos seriam analisados para esclarecer eventual participação da empresária na produção ou divulgação dos vídeos.

A defesa de Maria do Carmo contestou a operação, alegou possíveis irregularidades durante as buscas e denunciou perseguição política.

A ex-candidata permanece na condição de investigada no procedimento relacionado aos conteúdos eleitorais.

Não há informação confirmada de que ela tenha participação no armazenamento dos arquivos de abuso sexual infantil atribuídos a Jefferson Coronel.

O que prevê a legislação sobre material de abuso sexual infantil?

O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece punições para diferentes condutas relacionadas à produção, divulgação e armazenamento de imagens de exploração sexual envolvendo menores de idade.

O artigo 241-B prevê pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa, para quem adquirir, possuir ou armazenar material com cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo crianças ou adolescentes, conforme as condições definidas na lei.

A divulgação, transmissão ou disponibilização desse tipo de conteúdo pode configurar outros crimes previstos no ECA, com penas específicas.

O enquadramento jurídico depende da conduta identificada, das características dos arquivos e das provas reunidas na investigação.

A existência de uma ordem de prisão preventiva não representa condenação. A eventual responsabilidade criminal do investigado dependerá do andamento do processo judicial.

Próximos passos da investigação

Com a prisão de Jefferson Coronel, os investigadores deverão continuar a análise dos equipamentos eletrônicos apreendidos e dos materiais que motivaram a abertura do segundo inquérito.

A polícia poderá realizar novas diligências para esclarecer a origem dos arquivos, verificar as circunstâncias de seu armazenamento e apurar se houve outras condutas criminosas.

Paralelamente, segue a investigação sobre os vídeos divulgados durante a disputa pelo Governo do Amazonas.

Os dois procedimentos deverão observar a proteção da identidade e da integridade de eventuais vítimas menores de idade.

Até a publicação das informações consultadas, não havia sido localizada uma manifestação da defesa de Jefferson Coronel sobre a prisão deste domingo.

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