O que começou como uma grande manifestação contra a cúpula do G7 terminou em cenas de tensão e confronto neste domingo (14), em Genebra, na Suíça. Milhares de pessoas ocuparam as ruas da cidade para protestar contra líderes das maiores economias do mundo, mas o ato acabou marcado por vandalismo, incêndios e intervenção policial.
Entre os episódios que mais chamaram a atenção está o incêndio de um veículo da Tesla, além de danos causados a instalações ligadas às Nações Unidas. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo para dispersar grupos que avançaram contra áreas protegidas e passaram a lançar objetos contra os agentes.
O que aconteceu?
Segundo autoridades locais, a marcha começou de forma pacífica e reuniu cerca de 20 mil pessoas. Os participantes protestavam contra decisões econômicas globais, desigualdade social, guerras, mudanças climáticas e outras pautas ligadas ao encontro dos líderes do G7, que acontece na cidade francesa de Évian-les-Bains.
Com o passar das horas, porém, parte dos manifestantes passou a atacar o que consideravam símbolos do poder econômico global. Um carro da Tesla foi incendiado e janelas de prédios ligados à ONU foram quebradas durante os tumultos.
As imagens dos confrontos rapidamente repercutiram nas redes sociais e em veículos internacionais. Vídeos mostram fumaça tomando conta de ruas da cidade, manifestantes correndo para escapar do gás lacrimogêneo e policiais tentando conter os avanços de grupos mais radicais.
O episódio ganhou ainda mais destaque porque ocorreu às vésperas da abertura oficial da cúpula do G7, um dos encontros políticos e econômicos mais importantes do planeta.
O que motivou a manifestação?
Os organizadores afirmam que o protesto tinha como objetivo denunciar a concentração de poder político e econômico nas mãos de poucas nações. Grupos ambientalistas, movimentos sociais, entidades feministas e ativistas anticapitalistas participaram da mobilização.
Muitos participantes também criticaram o aumento da desigualdade econômica global e decisões recentes envolvendo líderes internacionais presentes no encontro.
A polícia suíça reforçou a segurança da cidade com milhares de agentes mobilizados para o período da cúpula. Quando parte dos manifestantes começou a lançar pedras, sinalizadores e outros objetos, as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo para conter os avanços.
Empresas e estabelecimentos comerciais da região central de Genebra já haviam protegido fachadas e vitrines nos dias anteriores por receio de episódios de violência durante os protestos.
O que acontece agora?
As autoridades seguem avaliando os danos causados durante os confrontos e monitorando possíveis novos atos ao longo dos próximos dias. A expectativa é de que a segurança permaneça reforçada durante toda a realização da cúpula internacional.
Enquanto isso, os debates entre os líderes mundiais devem abordar temas como conflitos internacionais, economia global, segurança e questões ambientais, assuntos que também motivaram os protestos nas ruas de Genebra.
Contexto final
O G7 reúne algumas das principais economias do mundo e costuma ser alvo de manifestações desde sua criação. Ao longo das últimas décadas, encontros do grupo já registraram protestos de grande escala em diferentes países, especialmente por parte de movimentos que questionam a concentração de poder econômico e político global. As cenas registradas em Genebra mostram que, mesmo antes do início oficial da reunião deste ano, o evento já enfrenta forte pressão popular nas ruas.