As investigações sobre a colisão entre dois helicópteros que deixou seis mortos no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, ganharam um novo elemento neste domingo (14).
Informações revelam que o proprietário de uma das aeronaves envolvidas no acidente já havia sido autuado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2025. A revelação surge em meio à comoção provocada pela tragédia que vitimou pilotos, produtores e personalidades conhecidas da internet e da música internacional.
Apesar da autuação anterior, autoridades ressaltam que a ocorrência não significa, necessariamente, relação direta com a colisão registrada neste fim de semana.
O que aconteceu?
O acidente ocorreu durante a manhã, quando dois helicópteros colidiram no ar sobre a região do Recreio dos Bandeirantes.
Após o impacto, as aeronaves despencaram sobre uma área de estacionamento de veículos na Avenida das Américas. A queda provocou explosões, incêndio e destruição de dezenas de automóveis.
Segundo os bombeiros, seis pessoas morreram no local. Nenhum ocupante sobreviveu.
As imagens da tragédia rapidamente tomaram conta das redes sociais e repercutiram em diversos países.
Por que a autuação virou assunto?
A informação sobre a autuação anterior do proprietário de uma das aeronaves chamou atenção porque surge justamente durante a apuração do maior acidente envolvendo helicópteros registrado no Rio de Janeiro nos últimos anos.
O histórico passou a ser analisado por especialistas e autoridades para verificar se existe qualquer ligação entre a infração registrada anteriormente e a operação da aeronave.
Até o momento, não há indicação oficial de que a autuação tenha contribuído para a colisão.
O que dizem os registros da Anac?
Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro mostram que os dois helicópteros envolvidos na tragédia possuíam documentação regular e certificados de aeronavegabilidade válidos no momento do acidente. As aeronaves estavam autorizadas a operar normalmente. A informação foi confirmada por órgãos da aviação civil após consulta aos registros oficiais.
Um dos helicópteros era um modelo Bell 206B. O outro era um Eurocopter AS350 B2, conhecido popularmente como “Esquilo”, bastante utilizado em voos executivos e operações aéreas no Brasil.
O que está sendo investigado?
As causas da colisão ainda são desconhecidas.
Especialistas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos iniciaram a coleta de vestígios no local da tragédia. O trabalho inclui análise de destroços, condições meteorológicas, rotas de voo, comunicações entre pilotos e demais elementos técnicos.
O objetivo é reconstruir os últimos minutos antes do choque entre as aeronaves.
A investigação poderá levar meses até a divulgação do relatório final.
Qual o impacto da tragédia?
Além das seis mortes, o acidente gerou forte repercussão internacional por envolver personalidades conhecidas fora do Brasil.
Entre as vítimas estão o influenciador argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, e o cantor norte-americano Oliver Tree. A morte dos dois provocou uma onda de homenagens nas redes sociais e transformou o caso em um dos assuntos mais comentados do dia.
A tragédia também reacendeu o debate sobre segurança aérea, fiscalização e o intenso fluxo de helicópteros em regiões turísticas e executivas do estado do Rio de Janeiro.
Linha do tempo do caso:
• Manhã de domingo: dois helicópteros colidem no ar no Recreio dos Bandeirantes.
• As aeronaves caem sobre um estacionamento e provocam incêndio.
• Bombeiros confirmam seis mortes.
• Cenipa inicia investigação técnica.
• Autoridades identificam todas as vítimas.
• Histórico de autuação de um dos proprietários passa a integrar o contexto analisado pelas autoridades.
Agora, a expectativa está voltada para os próximos passos da investigação, que deverá esclarecer o que levou duas aeronaves regularmente autorizadas a operar a se chocarem em pleno voo em uma das áreas mais movimentadas da capital fluminense.