Tarcísio de Freitas alerta para ‘caos institucional’ no Brasil e cobra reforma política antes de ajuste fiscal

Governador de São Paulo critica interferência entre Poderes, cita Plano Real como último grande consenso do país e diz que próximo presidente deve liderar mudança estrutural.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), subiu o tom contra o atual cenário de “desorganização” entre as instituições brasileiras. Nesta segunda-feira (15), em um evento em São Paulo, o chefe do Executivo paulista afirmou que o Brasil vive um “caos institucional” e defendeu que o próximo presidente da República priorize uma ampla reforma política antes mesmo de focar nas urgentes medidas de ajuste fiscal.

Tarcísio utilizou a formulação do Plano Real, na década de 1990, como o último grande exemplo prático em que houve convergência política verdadeira para solucionar um problema crônico da nação.

“Depois disso, faltou essa visão de Estado”, pontuou o governador. Sem meias palavras, ele diagnosticou que a perda da capacidade de organização da classe política resultou no atual desequilíbrio entre as esferas do país. “As instituições desorganizadas produzem o caos institucional que a gente está vivendo: a interferência de um poder no outro, sem instituições fortes, sem sistema de pesos e contrapesos, sem um mercado livre”, declarou.

A prioridade da agenda política

Apesar de concordar com ajuste fiscal rigoroso para conter o avanço da dívida pública, Tarcísio avalia que o problema raiz do Brasil é estrutural e de governabilidade.

Para o governador, a atual falta de capacidade para organizar decisões e dar uma direção clara ao país exige uma repactuação profunda, que deve ser o primeiro passo da próxima gestão presidencial. “Talvez a gente precise de uma reforma anterior, que é uma reforma de natureza política para realmente organizar as decisões, organizar as instituições e estabelecer esses requisitos de crescimento”, concluiu Tarcísio.

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