Justiça mantém prisão de homem flagrado com R$ 10 milhões em ouro escondidos em carro de locadora, em Roraima

Na vistoria minuciosa do veículo, os agentes localizaram o ouro escondido dentro da estrutura da porta dianteira direita, em um compartimento adaptado para ocultação da carga.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Carlos Eduardo Costa dos Santos, de 26 anos, foi preso em flagrante durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-174, em Roraima, transportando cerca de 15,5 quilos de ouro escondidos em um compartimento secreto de um veículo. A Justiça Federal converteu a prisão em preventiva após audiência de custódia realizada no último sábado (20), ao considerar o alto valor da carga e o risco à ordem pública.

A abordagem ocorreu no km 210 da rodovia, no município de Rorainópolis, durante uma operação especial relacionada ao período eleitoral no estado. O suspeito conduzia um Jeep Renegade alugado em uma locadora de Manaus, o que chamou a atenção dos agentes durante a fiscalização.

Durante a abordagem, ele afirmou trabalhar como fiscal de obras em uma construtora de Boa Vista e disse que retornava de Manaus, onde teria visitado familiares e participado da comemoração do aniversário do avô. No entanto, a versão apresentada não se sustentou diante de inconsistências verificadas em sistemas de segurança, além de o comportamento do motorista ter sido considerado suspeito pelos policiais.

Na vistoria minuciosa do veículo, os agentes localizaram o ouro escondido dentro da estrutura da porta dianteira direita, em um compartimento adaptado para ocultação da carga. Além do material, foram apreendidos dois celulares, um smartwatch e o automóvel utilizado no transporte.

A decisão da Justiça Federal destacou que o volume e a forma de ocultação indicam um esquema de transporte de alto valor, incompatível com atuação ocasional. O ouro, patrimônio da União, teria sido transportado entre os estados do Amazonas e de Roraima, o que reforça o caráter interestadual da operação.

O juiz federal plantonista ressaltou ainda o risco à ordem pública e ao andamento das investigações, diante do alto valor da carga, estimado em mais de R$ 10 milhões. Com isso, determinou a manutenção da prisão preventiva e a continuidade das investigações pela Polícia Federal, que busca identificar a origem do material apreendido.

Carregar Comentários