Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de câncer de mama avançado

Novo remédio é indicado para pacientes com tipo específico da doença e amplia opções terapêuticas para casos mais complexos
Redação NC News
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento oral para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático. O remédio, chamado Inluriyo® (tosilato de inlunestranto), será utilizado em pacientes adultas que já passaram por terapia hormonal e apresentam características específicas da doença.

A autorização representa mais uma alternativa terapêutica para mulheres com câncer de mama em estágio avançado, especialmente nos casos em que o tumor não pode ser removido por cirurgia ou já se espalhou para outras partes do corpo.

O que aconteceu?
A Anvisa publicou o registro do medicamento Inluriyo®, desenvolvido pela empresa farmacêutica Eli Lilly do Brasil. O tratamento é administrado por via oral e pode ser utilizado sozinho, sem a necessidade de associação com outros medicamentos para a indicação aprovada.

A aprovação ocorreu após análise dos dados de eficácia e segurança apresentados à agência reguladora.

Para quais pacientes o medicamento é indicado?
O novo tratamento é destinado a adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático que já tenham sido submetidos anteriormente à terapia endócrina, um dos tratamentos hormonais utilizados contra a doença.

Segundo a Anvisa, o medicamento foi aprovado para pacientes com tumores que apresentam três características específicas:

Receptor de estrogênio positivo (ER+);
Receptor HER2 negativo (HER2-);
Mutação no receptor de estrogênio ESR1.
Essas alterações genéticas estão associadas à progressão da doença e podem reduzir a eficácia de alguns tratamentos hormonais já existentes.

Como o novo tratamento pode ajudar?
Especialistas apontam que a chegada de novas terapias é importante porque o câncer de mama avançado pode desenvolver resistência aos tratamentos utilizados anteriormente.

O novo medicamento surge como uma alternativa para pacientes que já passaram por outras etapas terapêuticas e precisam de novas opções para controlar a evolução da doença.

Além disso, a administração oral pode representar mais praticidade para parte das pacientes, reduzindo a necessidade de aplicações hospitalares frequentes.

Qual é o cenário do câncer de mama no Brasil?
O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que, entre 2023 e 2025, foram registrados cerca de 73,6 mil novos casos da doença, número que representa aproximadamente 30% de todos os diagnósticos de câncer entre mulheres no país.

Por causa dessa elevada incidência, o desenvolvimento de novas terapias é considerado fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

O que acontece agora?
Com o registro aprovado, o medicamento está autorizado para comercialização no Brasil. Os próximos passos envolvem a disponibilização do produto no mercado e a definição de estratégias de acesso pelas redes pública e privada de saúde.

Especialistas destacam que a aprovação regulatória é apenas uma das etapas para que novas terapias cheguem efetivamente às pacientes em todo o país.

 

Câncer de mama no Brasil

73.610 casos estimados
30,1% dos cânceres em mulheres
Tipo mais frequente entre a população feminina

Entenda o contexto
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres brasileiras e representa um dos principais desafios da saúde pública. Embora os avanços nos diagnósticos e tratamentos tenham aumentado as chances de controle da doença, pacientes com tumores avançados ou metastáticos frequentemente precisam de novas alternativas terapêuticas ao longo da evolução do quadro.

A aprovação do Inluriyo® amplia o arsenal disponível para médicos e pacientes, especialmente nos casos em que alterações genéticas específicas tornam alguns tratamentos menos eficazes. A expectativa é que a chegada de novas terapias contribua para ampliar as opções de cuidado e personalizar cada vez mais o tratamento do câncer de mama.

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