O passaporte para as oitavas de final da competição mais importante do planeta foi carimbado com autoridade, bola no pé e muita festa na Flórida. Na noite desta quarta-feira (24), a seleção brasileira masculina liquidou a Escócia por 3 a 0 no Hard Rock Stadium, em Miami, garantindo a liderança isolada do Grupo C com 7 pontos. Depois de uma etapa inicial controlada, o Brasil administrou os segundos 45 minutos com maestria, distribuiu cartões e promoveu os retornos e estreias mais aguardados pela torcida brasileira nas arquibancadas.
O duelo rústico e físico dos escoceses não foi páreo para o repertório tático imposto pela comissão técnica nacional. Com o placar construído, a etapa final transformou-se em um verdadeiro laboratório de luxo a céu aberto, incendiando os milhares de torcedores das classes C e D com uma linha de ataque dos sonhos.
Como foi a construção do terceiro gol e o baile na etapa final?
O Brasil voltou do intervalo sem tirar o pé do acelerador. Logo aos 15 minutos do segundo tempo, o volante Casemiro desferiu um belíssimo lançamento para Bruno Guimarães, que escapou com facilidade da marcação e serviu Matheus Cunha. O camisa 9 invadiu a grande área em velocidade e finalizou rasteiro, sem chances para o goleiro Angus Gunn, balançando as redes e anotando o seu terceiro gol nesta edição da competição.
Com a desvantagem de 3 a 0, a Escócia se desestruturou e apelou para a agressividade. O jogo ficou truncado, com uma sequência de cartões amarelos aplicados para Danilo, Fabinho e o escocês Ryan Christie. O goleiro Alisson Becker também precisou trabalhar de forma segura, defendendo cabeçadas perigosas de Scott McTominay e chutes de Ralston na reta final.
O retorno de Neymar e a parceria inédita com Endrick
Aos 21 minutos da etapa complementar, o estádio em Miami quase veio abaixo. O telão anunciou a substituição mais esperada dos últimos meses: Neymar entrou em campo na vaga de Matheus Cunha, fazendo a sua estreia oficial na competição após se recuperar de uma lesão na panturrilha. O camisa 10 quase guardou o dele nos acréscimos em uma finalização precisa defendida no ângulo superior esquerdo por Gunn.
A festa ficou completa aos 37 minutos, quando a repórter de campo Paula Almeida registrou o momento histórico:
“Finalmente chegou a hora que a maioria dos torcedores brasileiros esperavam: Neymar e Endrick jogarão juntos pela primeira vez”, destacou a transmissão. O jovem atacante do Real Madrid entrou na vaga de Rayan, formando uma linha ofensiva avassaladora ao lado do camisa 10 e de Vinícius Júnior.
Como ficou a linha do tempo e os lances finais da partida?
Os minutos finais foram de pura pressão canarinho e controle absoluto de bola, com direito a finalizações perigosas bloqueadas de Vini Jr. e Douglas Santos nos acréscimos após assistências açucaradas de Neymar.
O que acontece agora e quais os próximos passos do Brasil?
Com o apito final aos 52 minutos, a delegação brasileira inicia os preparativos para deixar a Flórida em voo fretado de retorno para a sua base de treinamentos no estado de Nova Jersey. Ao assegurar o primeiro lugar da chave, o Brasil ganha o direito estratégico de permanecer jogando em território americano na próxima fase, fugindo do desgaste logístico de uma viagem repentina para o México.
A comissão técnica agora liga a televisão e passa a monitorar os desdobramentos e as definições do Grupo F. É de lá que sairá o adversário do Brasil no confronto eliminatório de vida ou morte da segunda fase (16 avos de final), agendado para a próxima segunda-feira, 29 de junho, às 14h (horário de Brasília). No cenário atual, a vaga estaria sendo disputada contra a seleção do Japão, mas a Suécia corre por fora e pode pintar como surpresa nas próximas horas.
Entenda o Contexto
O triunfo por 3 a 0 contra a Escócia blinda o ambiente da seleção brasileira e dá o respaldo necessário para o trabalho tático da comissão técnica antes do início do mata-mata de eliminação direta. Em uma competição de tiro longo e tiro curto simultâneos, a capacidade de rodar o elenco, poupar atletas titulares na reta final e dar ritmo de jogo para astros como Neymar e Endrick sem sofrer riscos no placar é o cenário ideal de bastidores. A relevância desse triunfo em Miami reside no ganho de confiança de um ataque que balançou as redes em todas as oportunidades, provando que o Brasil chega credenciado na prateleira de principais favoritos para buscar a taça. Os próximos desdobramentos dependem da frieza do elenco para manter o pé no acelerador e não dar margem para erros bobos na defesa quando o cronômetro passar a valer a sobrevivência no sonho do hexa.