Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 188; terremoto é o mais forte do país em mais de um século

Autoridades confirmam 971 feridos após dois fortes tremores que atingiram o país; equipes de resgate trabalham contra o tempo em áreas destruídas por desabamentos e réplicas sísmicas
Redação NC News
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Os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) já deixaram pelo menos 188 mortos e 1520 feridos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades nesta quinta-feira (25). O número representa um aumento expressivo em relação às primeiras informações divulgadas horas após a tragédia, e ainda pode crescer nos próximos dias.

As equipes de resgate seguem mobilizadas em diversas regiões do país, especialmente na capital Caracas e no estado de La Guaira, considerado o local mais afetado pelos abalos. O temor é de que ainda existam dezenas de pessoas soterradas sob prédios e casas que desabaram durante os tremores.

O que aconteceu na Venezuela?

A tragédia começou na noite de quarta-feira, quando dois terremotos de grande intensidade atingiram o norte venezuelano com apenas 39 segundos de diferença.

O primeiro tremor registrou magnitude 7,2. Logo depois, um segundo abalo, ainda mais forte, chegou a 7,5 na escala Richter, provocando destruição em diversas cidades e gerando pânico entre a população.

Especialistas classificam o fenômeno como um raro “duplo terremoto”, situação em que dois grandes abalos ocorrem praticamente de forma consecutiva, aumentando significativamente os danos e dificultando a evacuação das áreas afetadas.

Quase 30 réplicas foram registradas desde então, mantendo o estado de alerta em várias regiões do país.

Quais regiões foram mais atingidas?

A região metropolitana de Caracas sofreu graves danos estruturais. Imagens que circulam nas redes sociais mostram edifícios parcialmente destruídos, ruas tomadas por escombros e moradores tentando localizar familiares desaparecidos.

O estado de La Guaira, no litoral norte, concentra parte significativa das vítimas. As autoridades classificaram a área como zona de desastre e mantêm operações ininterruptas de busca e salvamento.

Além dos desabamentos, houve interrupção no fornecimento de energia elétrica, problemas nas comunicações e danos em importantes estruturas de transporte, incluindo aeroportos e sistemas ferroviários.

Como estão as operações de resgate?

Mais de 500 equipes de emergência atuam nas regiões afetadas.

Bombeiros, militares, profissionais da saúde e voluntários trabalham na remoção de escombros e na busca por sobreviventes. Cães farejadores e equipamentos especiais também estão sendo utilizados nas áreas mais críticas.

O governo venezuelano decretou estado de emergência e mobilizou recursos extras para atender os feridos e oferecer abrigo às famílias que perderam suas casas.

Diversos países anunciaram apoio humanitário e o envio de equipes especializadas em resgate e assistência médica.

Por que o número de vítimas continua aumentando?

Especialistas explicam que, em grandes terremotos, o balanço inicial costuma ser revisado diversas vezes nos dias seguintes.

Isso acontece porque muitas áreas ficam isoladas, dificultando o acesso das equipes de socorro e o levantamento completo dos danos. Além disso, o trabalho de remoção dos escombros pode levar dias até que todas as vítimas sejam localizadas.

As autoridades venezuelanas alertam que ainda existem desaparecidos e que o número oficial de mortos e feridos pode aumentar nas próximas horas.

O que acontece agora?

A prioridade do governo e das equipes de emergência é localizar sobreviventes e garantir atendimento médico às vítimas.

Paralelamente, engenheiros realizam avaliações estruturais em prédios que permaneceram de pé para evitar novos acidentes provocados pelas réplicas sísmicas, que continuam sendo registradas na região.

Organizações humanitárias também iniciam ações para fornecer alimentos, água potável, medicamentos e abrigo temporário às milhares de pessoas afetadas pela tragédia.

Entenda o contexto

A Venezuela não registrava um desastre sísmico dessa magnitude há décadas. Os dois terremotos que atingiram o país nesta semana estão entre os mais fortes já documentados na história recente da região.

Por estar localizada próxima ao encontro de placas tectônicas do Caribe, a Venezuela possui áreas suscetíveis à atividade sísmica, embora eventos tão intensos sejam considerados raros.

Especialistas alertam que as próximas semanas serão decisivas para medir o impacto humano, econômico e social da tragédia, enquanto milhares de famílias tentam reconstruir suas vidas após a destruição causada pelos tremores.

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