Lula escolhe Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado após saída de Jaques Wagner

Senadora assume o posto com a missão prioritária de articular a aprovação do fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança Pública. Mudança ocorre em meio às investigações da PF envolvendo o antigo líder.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Senadora assume o posto com a missão prioritária de articular a aprovação do fim da escala 6×1 e da PEC da Segurança Pública. Mudança ocorre em meio às investigações da PF envolvendo o antigo líder.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na manhã desta quinta-feira (25) a senadora Teresa Leitão (PT) como a nova líder do governo no Senado Federal. Ela assume a articulação política do Palácio do Planalto na Casa com duas missões prioritárias já definidas na pauta legislativa: garantir a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 e o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.

A nomeação de Teresa Leitão ocorre de forma imediata para preencher o vácuo deixado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Figura histórica do partido e aliado de primeira hora de Lula, Wagner ocupava a liderança desde o início do atual mandato, mas confirmou sua saída na última quarta-feira (24) após uma reunião reservada com o presidente.

A saída de Jaques Wagner e o foco nas eleições

A decisão de Wagner de entregar o cargo foi antecipada nos bastidores e selada na esteira da recente operação da Polícia Federal (PF) que mirou o parlamentar no caso envolvendo o Banco Master.

Em nota divulgada em suas redes sociais, o senador baiano fez questão de frisar que a transição ocorreu em “comum acordo” e classificou o encontro com Lula como uma “conversa entre amigos”. Longe das obrigações diárias de líder do governo, Wagner definiu seus novos focos de atuação.

“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, declarou o congressista.

O avanço do caso Banco Master no STF

A investigação conduzida pela Polícia Federal, que motivou a mudança na liderança governista, apura indícios de que Jaques Wagner teria recebido benefícios econômicos (diretos ou indiretos) relacionados ao Banco Master e a Augusto Lima, ex-sócio da instituição.

O senador nega veementemente as acusações e reitera que está à disposição para colaborar com a Justiça. Na segunda-feira (22), a defesa de Wagner protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a anulação da operação da PF, que resultou em mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele.

 

Carregar Comentários