Gerp mostra Lula e Flávio empatados na corrida de 2026

Pesquisa revela empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em cenário polarizado e com alta rejeição.
Redação NC News
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Lula e Flávio Bolsonaro chegam ao meio de 2026 tecnicamente empatados na disputa pela Presidência. É o que mostra pesquisa nacional do instituto Gerp, feita de 15 a 20 de junho e divulgada nesta quarta-feira (24).

No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 37% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 34%. Com margem de erro de 2,19 pontos percentuais, os dois estão empatados dentro do limite estatístico.

Polarização consolidada e impacto imediato

O levantamento reforça que a eleição de 2026 caminha para uma nova disputa polarizada entre o petismo e o bolsonarismo. A diferença numérica estreita, tanto no primeiro quanto no segundo turno, indica uma campanha travada voto a voto e centrada nos eleitores indecisos e na redução da rejeição.

Empresários, partidos e o mercado financeiro acompanham com atenção esse cenário travado. A depender de quem vencer, estarão em jogo rumos para reformas econômicas, política externa e regras de gasto público ao longo do próximo mandato.

A pesquisa Gerp ouviu 2.000 eleitores em todo o país, com grau de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09657/2026, custou R$ 20.000 e foi pago com recursos próprios do instituto.

Vira-voto no segundo turno e força da direita

Quando a simulação é de segundo turno entre os dois principais nomes, o equilíbrio permanece, mas com vantagem numérica para o senador. Flávio Bolsonaro chega a 41,5% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 40,2%.

Em texto sobre o levantamento, a Gazeta do Povo resume o movimento: “Flávio Bolsonaro avança 7,8 pontos percentuais e chega a 41,5%. Por outro lado, Lula cresce menos (3,7 pontos percentuais) e alcança 40,2% das intenções de voto. Eles, porém, permanecem empatados tecnicamente”.

A diferença em favor de Flávio no confronto direto se explica, em parte, pela transferência de votos da direita. Ele herda 5,6% de eleitores de outros pré-candidatos, sobretudo Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que contribuem, respectivamente, com 1,5%, 1,3% e 1,2%.

Lula, por sua vez, consegue atrair apenas 2,2% dos eleitores desses outros nomes. A dificuldade do presidente em crescer além de seu núcleo mais fiel acentua a sensação de teto baixo em um ambiente de forte rejeição cruzada.

Rejeição alta trava crescimento dos líderes

Os dados de rejeição ajudam a explicar por que a disputa continua travada mesmo depois de quase dois anos de medição contínua. Segundo a Gerp, 48% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula. A recusa a Flávio Bolsonaro chega a 44%.

A Gazeta do Povo destaca: “48% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em Lula. Enquanto isso, a rejeição de Flávio é de 44%”. Para ambos, trata-se de um obstáculo concreto à conquista de novos apoios fora de suas bolhas políticas.

Os índices se alinham ao humor do eleitor em relação ao governo federal. Na série histórica da Gerp, iniciada em janeiro de 2025, Lula convive hoje com 50% de desaprovação. “Na evolução de 19 pesquisas da Gerp, iniciadas em janeiro de 2025, o petista convive hoje com 50% de desaprovação. O percentual já foi maior — 61% em março do ano passado —, mas desde o fim de 2025 se mantém na faixa dos 50%”, registra a Gazeta do Povo.

Essa estabilidade na avaliação negativa limita o espaço para melhora rápida da imagem do governo e pressiona o Planalto a calibrar discursos e entregas até o início oficial da campanha.

Oscilações dentro da margem e histórico recente

Os números mais recentes da Gerp não são um ponto isolado, mas parte de uma sequência apertada. Em 5 de junho, Flávio aparecia numericamente à frente, com 35% contra 34% de Lula. Em 12 de junho, o quadro se invertia, com Lula em 37% e o senador em 35%.

CartaCapital resume a fotografia atual: “O presidente Lula (PT) lidera numericamente a disputa pela Presidência da República no primeiro turno, com 37% das intenções de voto, ante 34% do segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Considerando a margem de erro, de 2,19 pontos percentuais, há empate técnico”.

No segundo turno, o site Poder360 chega à mesma conclusão de equilíbrio. “Levantamento da Gerp divulgado nesta 4ª feira (24.jun.2026) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados em uma eventual disputa de 2º turno, considerada a margem de erro de 2,19 pontos percentuais”, registra a publicação.

As variações sucessivas dentro da margem de erro reforçam um ambiente sem favorito claro e aumentam o peso da reta final da campanha, em que alianças, tempo de TV e erros estratégicos podem decidir a eleição.

Quem ganha, quem perde com o cenário atual

O retrato desenhado pela Gerp interessa diretamente aos partidos de centro-direita e direita. A constatação de que Renan Santos, Zema e Caiado alimentam, no segundo turno, majoritariamente a candidatura de Flávio Bolsonaro tende a acelerar negociações por alianças formais e palanques conjuntos ainda no primeiro turno.

Para o PT e siglas aliadas à esquerda, o desafio é duplo. De um lado, o governo precisa reduzir a desaprovação e entregar resultados econômicos visíveis até 2026. De outro, a campanha terá de falar para além da base histórica do partido, mirando o eleitor moderado que hoje oscila ou se declara cansado da polarização.

Entre eleitores e setores produtivos, o efeito imediato é a incerteza. O empate técnico recorrente indica que o país pode chegar novamente à véspera do segundo turno sem clareza sobre o vencedor, o que aumenta a volatilidade política e pressiona o debate público sobre estabilidade institucional.

Próximos capítulos de uma disputa aberta

A tendência, nos próximos meses, é que novas pesquisas de intenção de voto mantenham a disputa em patamar semelhante, com oscilações dentro da margem de erro. A persistência de rejeição alta a Lula e a Flávio Bolsonaro abre espaço, em tese, para candidaturas alternativas, embora, até aqui, nenhum nome fora desse eixo tenha rompido a barreira da competitividade.

Campanhas e marqueteiros já trabalham com um diagnóstico comum: vencerá quem conseguir reduzir a própria rejeição sem inflar ainda mais a rejeição do adversário. Em um ambiente saturado por confrontos desde 2018, a capacidade de dialogar com o eleitor cansado da guerra política pode ser decisiva.

O TSE segue exigindo registro e transparência de metodologia, o que garante rastreabilidade aos números. A disputa, porém, se define nas ruas, nas redes e nos debates que ainda virão. Até lá, a mensagem dos dados da Gerp é clara: o Brasil entra na campanha de 2026 dividido ao meio, sem vantagem segura para nenhum lado.

O que é a pesquisa Gerp para presidente em 2026?

É um levantamento nacional de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026, feito com 2.000 eleitores entre 15 e 20 de junho, com margem de erro de 2,19 pontos.

Quem lidera hoje a pesquisa para presidente em 2026?

No primeiro turno, Lula tem 37% e Flávio Bolsonaro 34%, em empate técnico. No segundo turno, Flávio aparece com 41,5% e Lula com 40,2%, também em empate técnico.

Qual é a rejeição de Lula e de Flávio Bolsonaro?

Segundo a Gerp, 48% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum. A rejeição de Flávio Bolsonaro é de 44%.

Como a desaprovação do governo Lula influencia a disputa?

Lula enfrenta 50% de desaprovação, patamar que limita seu crescimento e ajuda a explicar a dificuldade de ampliar votos no segundo turno.

A pesquisa para presidente em 2026 é confiável?

A pesquisa tem margem de erro de 2,19 pontos percentuais, grau de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número BR-09657/2026.


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