Empate sem gols deixa Paraguai em suspenso no Mundial

Paraguai precisa de resultados favoráveis para avançar após empate sem gols com Austrália no Grupo D.
Redação NC News
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Austrália e Paraguai empatam em 0 a 0 na noite desta quinta-feira (26/06/2026), em Santa Clara, e fecham a fase de grupos do Mundial de Seleções com quatro pontos cada. A seleção da Oceania garante a segunda vaga do Grupo D pelo saldo de gols, enquanto os paraguaios saem de campo classificados apenas no papel: precisam torcer contra uma combinação de oito resultados para seguir vivos na competição.

Jogo trava, tabela decide

O placar sem gols reflete uma partida mais ditada pelo cálculo do que pelo risco. As duas seleções entram em campo conscientes de que uma derrota praticamente elimina qualquer uma delas. O Paraguai joga com freio de mão puxado, a Austrália acelera quando pode, mas também administra.

Na prática, o apito final transforma a classificação em assunto de matemático. A Austrália comemora o avanço imediato, aliviada pelo saldo melhor. O Paraguai deixa o gramado em Santa Clara numa espécie de limbo esportivo: com quatro pontos, campanha suficiente para sonhar, mas sem a confirmação que libera a festa.

Nos bastidores, a avaliação é de otimismo controlado. Dirigentes e comissão repetem um mantra que começa a circular no vestiário: “A seleção sul-americana está confiante de que conseguirá passar entre os oito melhores terceiros colocados, pois apenas uma combinação específica de oito resultados impediria isso”. O discurso tenta conter a ansiedade, mas não esconde a dependência de resultados alheios.

Austrália pressiona, Gill segura

O primeiro tempo pertence mais aos australianos. A equipe de amarelo se aproveita da vantagem no saldo de gols para jogar alguns metros à frente, sem se expor demais. O goleiro Orlando Gill vira o protagonista paraguaio antes do intervalo.

Ele faz cinco das sete defesas registradas na partida, interrompendo finalizações de Irvine, Bos e Volpato. Cada intervenção mantém vivo o cenário em que o empate ainda serve para os dois. A linha defensiva do Paraguai, com Gustavo Gómez à frente, protege a área, mas oferece campo para chutes de média distância.

O time sul-americano responde pouco. Falta velocidade pelos lados, sobra receio de perder a bola em zonas perigosas. A etapa inicial termina sob um silêncio desconfiado da torcida paraguaia nas arquibancadas da Califórnia. O 0 a 0, naquele momento, parece mais conforto para a Austrália do que para o Paraguai.

Maurício muda o ritmo, mas para em Beach

O técnico paraguaio tenta corrigir o rumo no segundo tempo. A entrada de Maurício, meia do Palmeiras, dá uma vida que o meio-campo não tinha. Ele pede a bola, gira o jogo, se aproxima da área. Em pouco tempo, vira o dono das poucas finalizações da equipe.

“Maurício, do Palmeiras, entrou no segundo tempo e acabou sendo o responsável pelos dois chutes a gol do Paraguai. Ele teve uma das chances mais claras da partida, mas acabou chutando fraco e parou em defesa fácil do goleiro Beach, aos 47 minutos do segundo tempo”. O lance, já nos acréscimos, condensa a noite paraguaia: construção lenta, definição falha, frustração visível.

O goleiro Beach, discreto durante quase todo o jogo, aparece justamente na última bola. A defesa em dois tempos garante o 0 a 0 e, com ele, a vaga australiana na etapa seguinte. No banco, a comemoração é comedida, consciente de que a atuação está longe de empolgar. A missão, porém, está cumprida.

Paraguai vive da calculadora

O apito final não encerra a noite do Paraguai. Começa ali uma maratona de contas. A classificação entre os oito melhores terceiros colocados só cai por terra se uma cadeia específica de resultados se encaixar nos próximos dias. São oito partidas envolvendo seleções de três continentes, de Bélgica e Nova Zelândia a Croácia e Gana.

Os paraguaios não se classificam se, ao mesmo tempo, houver vencedor em Bélgica x Nova Zelândia, o Irã vencer o Egito sem golear, o Uruguai ganhar da Espanha, Cabo Verde derrotar a Arábia Saudita ou a Arábia aplicar goleada, Áustria e Argélia empatarem, RD Congo superar o Uzbequistão, Portugal não for goleado pela Colômbia, e a Croácia não perder para Gana nem vencer por mais de 2 a 0. A sequência, improvável na avaliação interna, basta para transformar a segurança matemática em angústia esportiva.

Enquanto isso, logística e planejamento entram em modo de espera. A delegação não pode desmontar a operação, mas também evita antecipar viagem e treinos específicos para um rival que ainda não é oficial. O provável adversário, porém, está desenhado: no cenário atual, o Paraguai cruza com a Alemanha, líder do Grupo E, em Boston, na segunda-feira, às 17h30. A confirmação depende de uma tabela que ainda se mexe em diferentes fusos horários.

Austrália projeta mata-mata; Paraguai segura o fôlego

Do lado australiano, o cenário é mais simples. A equipe encerra o Grupo D na segunda posição e sabe que enfrenta o segundo colocado do Grupo G, vaga que ainda pode ficar com Egito, Irã, Bélgica ou Nova Zelândia. A comissão técnica ganha dias preciosos para estudar possíveis adversários, ajustar a defesa sólida que apareceu em Santa Clara e cobrar mais presença ofensiva.

A chave do Mundial já reserva outro desfecho conhecido. “Em jogo de cinco gols, turcos marcam no minuto final e vencem; classificados, americanos vão encarar a Bósnia na segunda fase”. A vitória da Turquia por 3 a 2 sobre os Estados Unidos, também nesta quinta, mexe no noticiário, mas não altera a vida de australianos e paraguaios no Grupo D.

O saldo da noite em Santa Clara é menos o brilho de um grande jogo e mais a constatação de como o regulamento redesenha prioridades. Com mais seleções e vaga extra para os melhores terceiros, o Mundial valoriza o saldo de gols, empurra times a escolher entre ousar e proteger o placar. Paraguai e Austrália optam pela segurança, e saem do gramado com destinos opostos.

As próximas horas dirão se o empate será lembrado em Assunção como passo controlado rumo à segunda fase ou como oportunidade desperdiçada. A Austrália, já de olho no mata-mata, se prepara para um adversário ainda indefinido, mas com a confiança que uma classificação traz. O Paraguai assiste, faz contas e espera que, em oito estádios diferentes, a bola role a seu favor.

Paraguai está praticamente classificado?

O Paraguai tem boas chances de avançar entre os oito melhores terceiros colocados, mas ainda não está classificado. Uma combinação específica de oito resultados pode eliminá-lo.

Por que a Austrália ficou em segundo e o Paraguai em terceiro?

As duas seleções terminaram com quatro pontos, mas a Austrália leva a segunda posição no Grupo D por ter saldo de gols superior ao do Paraguai.

Quem a Austrália enfrenta na próxima fase?

A Austrália enfrenta o segundo colocado do Grupo G, posição que ainda pode ser de Egito, Irã, Bélgica ou Nova Zelândia.

Se passar, quem será o adversário do Paraguai?

Caso confirme a vaga entre os melhores terceiros, o Paraguai enfrenta a Alemanha, líder do Grupo E, em Boston, na segunda-feira, às 17h30.


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