O Manchester City inicia em junho de 2026 a era pós-Pep Guardiola com uma reformulação profunda no elenco. Bernardo Silva e John Stones se despedem, enquanto o clube avalia a saída de até outros seis jogadores importantes.
Fim de um ciclo de 10 anos e 20 títulos
Pep Guardiola comunica que deixa o City ao fim da temporada 2025/26 e encerra um ciclo de 10 anos e 20 títulos, incluindo seis Premier League e uma Liga dos Campeões. A decisão, anunciada e confirmada até 09/06/2026, fecha o período mais vencedor da história do clube e força uma reorganização em todos os níveis.
O presidente Khaldoon Al Mubarak admite que convive com a possibilidade de saída do treinador por quase toda a década. “Inevitavelmente, ao longo desses últimos 10 anos tivemos muitos altos e alguns baixos. E, nos momentos difíceis, ele deve ter pedido demissão umas 100 vezes”, diz. Ele recorre a uma fábula para explicar o desgaste. “Existe a história, que todos conhecem, de ‘O Menino que Gritava Lobo’. No caso do Pep, quando ele dizia que estava saindo, isso não significava necessariamente que ele fosse sair. Você não podia levar tão a sério; precisava saber lidar com ele.”
Mesmo assim, o dirigente evita falar em esgotamento. Prefere sublinhar o impacto esportivo. “Pouquíssimos treinadores conseguem chegar e mudar não apenas um time, mas toda uma competição. E o Pep fez isso aqui”, afirma. Para Al Mubarak, a transformação do City e da própria Premier League passa diretamente pela presença do espanhol à beira do campo.
Faxina no elenco e poder para Hugo Viana
Com a saída do treinador definida, o City coloca em marcha uma reestruturação ampla, comandada pelo diretor esportivo Hugo Viana. O dirigente português tem nas mãos uma lista que pode chegar a oito nomes negociáveis nesta janela.
Bernardo Silva e John Stones aparecem como casos já encerrados. O clube decide não renovar os contratos, o que encerra trajetórias de quase uma década no Etihad Stadium. Bernardo, símbolo técnico do meio-campo ofensivo de Guardiola, e Stones, peça-chave na saída de bola e em versões híbridas da defesa, deixam espaço aberto em dois setores sensíveis.
Outros pilares recentes entram em avaliação. Rúben Dias e Josko Gvardiol, referências na zaga, são monitorados por gigantes europeus e testam o apetite do City no mercado. No meio-campo, Mateo Kovacic e Rodri também têm o futuro discutido. O espanhol, premiado com a Bola de Ouro na última temporada, tem contrato até 2027 e volta a ser ligado ao Real Madrid.
A lista de analisados inclui ainda investimentos recentes, como Nico González e Omar Marmoush, além de jovens formados no clube, caso de Rico Lewis e James Trafford. No total, até oito jogadores podem sair, numa combinação de venda de veteranos em fim de ciclo e de ativos valorizados que financiem a próxima fase do projeto.
Maresca herda legado e pressão
O sucessor de Guardiola deve ser anunciado em breve. O favorito é Enzo Maresca, ex-auxiliar do espanhol no City. A escolha, conduzida por Al Mubarak e pela direção esportiva, busca conciliar continuidade tática e renovação interna.
“Passamos por um processo muito cuidadoso e estruturado, e a equipe está convencida — assim como eu — de que vamos trazer o treinador certo para este clube”, afirma o presidente. A mensagem é de estabilidade em meio à turbulência, com um perfil que conhece o vestiário, o modelo de jogo e a rotina do City.
O italiano chega para administrar transição rara no futebol recente: assumir um elenco moldado por uma única ideia de jogo durante uma década. A pressão é proporcional ao legado. Al Mubarak insiste que o clube não atinge o seu teto. “Estamos acostumados a vencer, porque isso faz parte do nosso DNA. Este é um clube projetado e construído para ganhar”, diz.
Impacto em campo, no vestiário e no mercado
A reformulação muda o desenho tático do time que o torcedor se acostuma a ver, influencia a escalação do Manchester City hoje e afeta diretamente a disputa da Premier League e das competições europeias. A saída de Bernardo obriga o próximo treinador a redesenhar a articulação ofensiva, enquanto a de Stones mexe com a saída de bola e a estrutura defensiva.
Se Rúben Dias ou Gvardiol deixarem o clube, o sistema defensivo inteiro entra em revisão. Uma possível venda de Rodri significaria alterar o coração do meio-campo, peça central na era Guardiola e referência para qualquer escalação do Manchester City em 2026. Ao mesmo tempo, a diretoria enxerga a chance de acelerar a integração de jovens como Rico Lewis e James Trafford e justificar os altos gastos recentes.
No vestiário, a mudança redistribui liderança e hierarquia. Saem figuras consolidadas, entram vozes novas. Parte do grupo encara a chegada de Maresca e a reformulação como oportunidade para ganhar espaço; outra parte observa o movimento como sinal de que o clube não hesitará em mexer em ídolos recentes. O recado é claro: ninguém é inegociável no Manchester City time que se projeta para a próxima década.
O mercado também reage. O City se torna protagonista em uma janela que promete ser uma das mais agitadas da Europa. A eventual venda de nomes de peso, somada à necessidade de reposição, movimenta cifras capazes de alterar não só o elenco do Manchester City FC 24, mas também a configuração de rivais diretos nas grandes ligas.
O que vem depois da década Guardiola
O desafio agora é manter o número de conquistas em ritmo semelhante sem o técnico que comandou 20 títulos, entre eles seis da Premier League. A diretoria sabe que a régua está alta. Al Mubarak tenta transformar o fim de um ciclo em começo de outro. A mensagem interna é de continuidade, não de ruptura total.
Os próximos meses devem definir quem permanece, quem chega e qual será a cara do City na luta pelos títulos do futebol inglês e europeu. A escolha do treinador, ao lado da gestão da lista de até oito possíveis saídas, determina se o clube segue no topo ou abre brecha para que rivais encurtem a distância construída na última década.
No longo prazo, a era pós-Guardiola vai testar se o modelo de gestão do City é capaz de sustentar um padrão de desempenho quase inédito no futebol europeu moderno. A próxima temporada, com Maresca favorito ao cargo e uma nova espinha dorsal em construção, será o primeiro exame real desse plano ambicioso.
Quem será o novo técnico do Manchester City?
O clube ainda não oficializa o nome, mas Enzo Maresca, ex-auxiliar de Guardiola, é o favorito e deve ser anunciado para comandar a transição.
Quantos títulos tem o Manchester City com Guardiola?
Em 10 anos no clube, Guardiola conquista 20 troféus, entre eles seis títulos da Premier League e uma Liga dos Campeões.
O Manchester City ainda joga a Premier League?
Sim. O Manchester City segue como um dos principais candidatos ao título da Premier League e mantém presença constante nas competições europeias.