“Jogo do Tigrinho”: mãe de suspeita diz que filha acumulou dívida antes de casal ser morto em BH

Mulher afirma que a filha acumulou dívida de R$ 40 mil com agiotas, acredita que ela foi manipulada por criminosos e faz apelo para que se entregue à polícia.
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A investigação sobre a morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, ganhou um novo capítulo. A mãe da principal suspeita de envolvimento no crime afirmou que a filha acumulou uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil com agiotas após se viciar no chamado “Jogo do Tigrinho” e acredita que esse pode ter sido um dos fatores por trás do duplo latrocínio.

Segundo a mulher, a filha de 30 anos, passou a receber ameaças constantes de agiotas por causa da dívida, e a situação se agravou a ponto de toda a família recorrer a empréstimos bancários para quitar o valor devido, na tentativa de interromper as cobranças e as intimidações.

A mãe da principal suspeita afirmou acreditar que a filha não tenha agido sozinha e que possa ter sido manipulada por pessoas perigosas. Segundo ela, a mulher não teria coragem de cometer um crime dessa gravidade sem a participação de terceiros. A mãe ressaltou, no entanto, que, caso a filha tenha envolvimento no assassinato do casal, deverá responder pelos próprios atos. Ela também defendeu que a investigação esclareça completamente o caso e responsabilize todos os envolvidos.

Polícia ainda não confirma relação entre dívida e crime
Até o momento, a Polícia Civil de Minas Gerais não confirmou qualquer relação entre as dívidas citadas pela mãe da suspeita e a morte do casal.

Em nota, a corporação informou que a investigação continua em andamento, que nenhuma linha investigativa foi descartada e que todas as informações estão sendo analisadas.

Os investigadores também confirmaram que equipes da perícia estiveram no apartamento, recolheram vestígios e encaminharam os corpos ao Instituto Médico-Legal para exames.

Até esta quarta-feira (1º), nenhum suspeito havia sido conduzido à delegacia.

Relembre o caso
O advogado Cláudio Atala Inácio e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no Bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

O crime só foi descoberto depois que o filho do casal estranhou a ausência do pai no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam. Ao ir até o imóvel, encontrou os pais mortos.

Segundo a perícia, as vítimas apresentavam diversas perfurações provocadas por arma branca e sinais de que tentaram reagir ao ataque.

As investigações apontam como principal suspeita uma mulher de 30 anos, moradora de Ribeirão das Neves, que teria sido indicada por um parente da família para prestar serviços na residência.

Imagens das câmeras de segurança mostram que ela entrou no prédio pela manhã e permaneceu cerca de oito horas no local. Ao sair, foi flagrada carregando sacolas. Após o crime, familiares relataram o desaparecimento de uma bolsa de grife, dois iPhones e semijoias, o que levou a Polícia Civil a investigar o caso como possível latrocínio.

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