Os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram suspender a greve e retomar as atividades até a próxima segunda-feira. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quarta-feira (1º), após um pedido do Ministério Público para que a categoria concedesse uma trégua enquanto as negociações com as empresas de ônibus avançam.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, cerca de 1.500 trabalhadores participaram da assembleia e aprovaram a suspensão temporária da paralisação. Apesar do retorno ao trabalho, a categoria permanecerá em estado de greve e poderá voltar a interromper as atividades caso não haja avanço nas negociações.
Assembleia foi marcada por tensão
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, a reunião foi marcada por manifestações de insatisfação dos trabalhadores em relação às condições de trabalho e à proposta apresentada pelos empresários.
Segundo ele, a decisão de suspender a greve foi tomada para atender ao pedido do Ministério Público e permitir que uma nova tentativa de acordo seja realizada.
“A categoria está muito insatisfeita, mas entendeu a importância de dar esse voto de confiança às negociações. Se não houver uma proposta considerada adequada pelos trabalhadores, a greve poderá ser retomada na próxima semana”, afirmou o presidente do sindicato.
Nova negociação acontece na segunda-feira
Uma nova rodada de negociações entre o Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus está prevista para a próxima segunda-feira, com mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
A expectativa é que as partes tentem chegar a um acordo para encerrar definitivamente o impasse que provocou a paralisação do transporte coletivo na capital fluminense.
O que a categoria reivindica?
Os rodoviários afirmam que manterão todas as reivindicações apresentadas durante a campanha salarial. Entre os principais pedidos estão:
– mudança da data-base para 1º de março;
– salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados;
– salário de R$ 4 mil para os demais motoristas;
– contratação dos profissionais do BRT pelo regime CLT;
– fim dos contratos temporários;
– vale-alimentação de R$ 1 mil;
– jornada de trabalho no modelo 5×2;
– manutenção do passe livre para a categoria;
– pagamento dos 30 minutos do intervalo de almoço;
– implantação de plano de saúde e odontológico.
Segundo o sindicato, os trabalhadores consideram que as atuais condições de trabalho estão defasadas e esperam que a nova negociação resulte em uma proposta que atenda às principais reivindicações da categoria.
O que acontece agora?
Com a suspensão da greve, a expectativa é de normalização gradual da circulação dos ônibus na cidade. No entanto, o movimento continua em estado de greve, e uma nova paralisação não está descartada caso não haja acordo na audiência marcada para a próxima segunda-feira no Tribunal Regional do Trabalho.