EUA vencem Bósnia, quebram jejum e reencontram Bélgica

Com vitória sobre a Bósnia, os EUA avançam às oitavas e superam cinco anos sem vencer europeus.
Redação NC News
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Os Estados Unidos vencem a Bósnia por 2 a 0 na noite de 1º de julho de 2026, em Santa Clara, e avançam às oitavas do Mundial de Seleções. A equipe anfitriã sofre com a expulsão de Folarin Balogun, mas confirma o favoritismo diante de 21h (horário de Brasília) repleta de torcida americana no Levi’s Stadium.

Vitória que vale classificação e fim de jejum

O resultado coloca os Estados Unidos entre as 16 melhores seleções do torneio e confirma a equipe como a décima classificada às oitavas. Na prática, mantém viva a campanha do anfitrião e empurra a pressão, e a expectativa, para o duelo de mata-mata contra a Bélgica.

A partida também tem peso simbólico. A vitória encerra um jejum de cinco anos sem triunfos sobre seleções europeias. O último havia sido em 28 de março de 2021, por 2 a 1 sobre a Irlanda do Norte, em amistoso. A quebra dessa sequência reforça o discurso de evolução do futebol americano, agora testado em jogo grande, em casa e sob holofotes.

O placar de 2 a 0 ainda dialoga com as projeções da Escola de Matemática Aplicada da FGV. Antes da bola rolar, o modelo apontava como cenário mais provável um 2 a 1 para os Estados Unidos, com 9,6% de chance, seguido justamente do 2 a 0, com 9,0%. Os números ajudam a sustentar a ideia de favoritismo confirmado em campo.

Da pressão inicial da Bósnia ao gol de Balogun

O roteiro da noite não é linear. A Bósnia começa melhor e assusta cedo. Aos 9 minutos, Edin Dzeko faz o pivô na entrada da área e deixa Ermedin Demirovic em condição de bater forte. Matt Freese, goleiro americano, espalma e evita o gol. No lance seguinte, em escanteio fechado, Kerim Alajbegovic quase marca direto. Freese se estica sobre a linha e salva novamente.

Os sustos funcionam como alerta. A partir daí, os Estados Unidos assumem o jogo. Folarin Balogun tem boa chance aos 14 minutos, após cruzamento de Antonee Robinson, mas finaliza para fora. Robinson aparece de novo três minutos depois, aproveitando rebote do goleiro Nikola Vasilj, e cabeceia raspando a trave.

A pressão aumenta, o estádio cresce junto, e o gol amadurece. Balogun chega a balançar as redes aos 30 minutos, em jogada trabalhada pelo lado direito, mas a arbitragem anula por impedimento. O atacante pede pênalti em outra jogada dentro da área, sem sucesso. A sensação é de domínio, mas também de ansiedade.

O alívio vem aos 44 minutos. Malik Tillman acha um passe em profundidade na área, Balogun divide com a defesa bósnia e chuta rasteiro. A bola desvia no meio do caminho, passa entre as pernas de Vasilj e entra. É o terceiro gol de Balogun neste Mundial e o 12º com a camisa da seleção. Ele comemora repetindo o gesto de LeBron James, astro da NBA, em sintonia com o público americano.

Ainda nos acréscimos, Sergiño Dest cruza na medida, Balogun aparece livre na pequena área e acerta o travessão. O intervalo chega com sensação de superioridade e com o placar mínimo a favor dos donos da casa.

Expulsão, VAR e mudança de roteiro

O segundo tempo começa com o mesmo desenho. Os Estados Unidos buscam matar o jogo, rondam a área da Bósnia e criam chance em cabeçada de Chris Richards logo no primeiro minuto. O time de Sergej Barbarez responde em chute de longa distância de Nikola Katic, por cima do travessão.

Aos 15 minutos, a partida vira. No meio de campo, Balogun acerta um pisão em Tarik Muharemovic. Raphael Claus, árbitro brasileiro da partida, é chamado ao monitor pelo VAR, comandado por Juan Soto, da Venezuela. Depois da revisão, o cartão vermelho sai. O protagonista se transforma em personagem de tensão.

“O cartão vermelho após pisão em Muharemovic interrompeu a atuação de gala e mudou a dinâmica do confronto, transformando o protagonista em quase vilão”. A expulsão tira de campo o principal artilheiro americano e impõe ao time de Mauricio Pochettino a necessidade de resistir por mais de meia hora com um jogador a menos.

A Bósnia adianta as linhas, toma a posse e passa a rondar a área adversária. Falta, porém, precisão no último passe e frieza na conclusão. As finalizações saem travadas ou desviadas, e Freese trabalha com segurança quando exigido.

Gol de falta, maturidade e Bélgica no horizonte

Mesmo em desvantagem numérica, os Estados Unidos não abrem mão de atacar. Christian Pulisic chega a marcar após boa troca de passes entre Tillman e Weston McKennie, num lance que termina em rebote de Vasilj, mas o gol é anulado por impedimento.

A resposta definitiva chega aos 36 minutos, em bola parada. Tillman se posiciona na entrada da área, cobra a falta com curva, por cima da barreira, e coloca no canto. Vasilj salta, mas só acompanha a bola morrer na rede. O 2 a 0 acalma o estádio e praticamente define a classificação.

Até o apito final, a Bósnia insiste. Alajbegovic ainda arrisca chute perigoso aos 46 minutos, rente à trave. Os Estados Unidos se fecham, controlam o relógio e evitam qualquer drama adicional. A eliminação da seleção europeia, que começou o jogo pressionando, expõe a dificuldade de transformar volume em gols num cenário de mata-mata.

“A vitória dos EUA também encerrou um jejum de cinco anos sem vitórias sobre seleções europeias”. O dado, mais do que estatístico, mexe com a autoestima local e com a percepção externa sobre o projeto da equipe anfitriã.

O duelo seguinte já está marcado. Em 6 de julho, às 21h, em Seattle, os Estados Unidos reencontram a Bélgica pelas oitavas. “O duelo reedita o mata-mata de 2014, quando os belgas eliminaram os norte-americanos por 2 a 1, na prorrogação”. Desta vez, o cenário é outro: casa cheia a favor e um time mais maduro, mas sem seu principal centroavante.

Desafios para Pochettino e impacto fora de campo

A expulsão de Balogun não pesa apenas no jogo desta quarta fase de 16-avos. O atacante está automaticamente suspenso e desfalca a seleção contra a Bélgica. Pochettino precisa redesenhar o ataque em poucos dias. Pode apostar em reposição direta, com um novo homem de área, ou reconfigurar o sistema ofensivo, talvez com mais mobilidade e menos referência fixa.

O desempenho da defesa, que segura a pressão da Bósnia mesmo com um jogador a menos, oferece um contraponto positivo. A linha comandada por Richards e Robinson ganha confiança extra para enfrentar um ataque belga historicamente perigoso. A preparação física e a organização tática também entram sob prova, já que o time corre e compete até o fim, mesmo sob desgaste.

A arbitragem brasileira, com Claus no apito e Danilo Manis e Rodrigo Figueiredo nas bandeiras, ainda alimenta discussões. A intervenção do VAR, que leva ao cartão vermelho de Balogun, vira tema para análises sobre consistência de critérios em jogos decisivos. A decisão, porém, não altera o vencedor em campo.

Fora das quatro linhas, a classificação empurra para cima o interesse do público americano pelo Mundial. A continuidade da seleção na competição tende a inflar audiências, mobilizar patrocinadores e movimentar a economia local em cidades-sede como Santa Clara e Seattle. O avanço também reforça a narrativa de anfitrião competitivo, alinhada às previsões otimistas dos modelos matemáticos.

O próximo capítulo está marcado no calendário e na memória recente dos torcedores. Resta saber se, sem Balogun, os Estados Unidos mantêm o impulso desta noite ou se a Bélgica repetirá o papel de algoz.

Quem os Estados Unidos enfrentam nas oitavas?

Os Estados Unidos encaram a Bélgica nas oitavas de final, em 6 de julho de 2026, às 21h (de Brasília), em Seattle.

Por que Balogun está fora do próximo jogo?

Balogun recebe cartão vermelho direto por pisão em Muharemovic após revisão do VAR e, por isso, cumpre suspensão automática contra a Bélgica.

O que torna esta vitória especial para os EUA?

Além da vaga nas oitavas, o 2 a 0 sobre a Bósnia encerra cinco anos sem vitórias contra seleções europeias e reforça o papel de favorito do anfitrião.

 

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