Semáforos com IA chegam a BH em projeto que promete reduzir congestionamentos

Prefeitura inicia modernização da rede semafórica da capital com monitoramento em tempo real, priorização de ônibus e integração entre cruzamentos
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A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou nesta quinta-feira (2) o lançamento do projeto de Semáforos Inteligentes, iniciativa que pretende modernizar o controle do trânsito na capital mineira por meio de inteligência artificial, sensores e monitoramento em tempo real. A previsão é que os primeiros equipamentos comecem a ser instalados a partir de agosto.

Nesta primeira etapa, aproximadamente metade do parque semafórico da cidade será integrada ao novo sistema. O projeto prevê a substituição de cerca de 500 controladores eletrônicos em corredores de grande circulação de veículos e do transporte coletivo, como as avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, Pedro II e Amazonas, além de pontos nas regiões do Barreiro e Venda Nova.

Diferentemente dos semáforos convencionais, que funcionam com tempos fixos previamente programados, os novos equipamentos utilizarão câmeras e sensores para identificar o fluxo de veículos em tempo real. A partir dessas informações, algoritmos de inteligência artificial calcularão automaticamente o tempo ideal de abertura e fechamento dos sinais, permitindo que diferentes cruzamentos trabalhem de forma sincronizada conforme a demanda do trânsito.

Iniciativa utilizará inteligência artificial para ajustar o tempo dos sinais conforme o fluxo de veículos | Foto: Rodrigo Clemente/PBH

Segundo a administração municipal, a expectativa inicial é reduzir em cerca de 10% o tempo de deslocamento nos trechos atendidos logo após a implantação. Com o aprendizado contínuo da inteligência artificial ao longo dos primeiros meses de operação, a estimativa é que essa redução possa chegar entre 30% e 35% nos horários de maior movimento. Essas projeções, no entanto, dependem do desempenho do sistema após sua implementação prática.

Como vão funcionar os novos semáforos?
Além da adaptação automática ao fluxo de veículos, o projeto prevê que os algoritmos deem prioridade à passagem de ônibus do transporte coletivo e veículos de emergência, como ambulâncias e viaturas. A proposta também inclui a possibilidade de realizar ajustes rápidos durante grandes eventos ou situações que alterem significativamente o trânsito da cidade.

Outra novidade é a centralização das informações em uma plataforma única de monitoramento. O sistema deverá ser integrado aos aplicativos de navegação utilizados pelos motoristas e, futuramente, também ao programa Muralha, reunindo dados de mobilidade, videomonitoramento e segurança pública em um único ambiente operacional.

Quais são os impactos esperados?
A administração municipal afirma que a sincronização inteligente dos sinais poderá facilitar a chamada “onda verde”, reduzindo o número de paradas ao longo dos corredores de tráfego. Com menos tempo de veículos parados nos cruzamentos, a expectativa também é diminuir o consumo de combustível e a emissão de poluentes.

Especialistas em mobilidade costumam destacar que sistemas adaptativos de controle semafórico podem melhorar a fluidez do trânsito. No entanto, os resultados variam conforme fatores como o volume de veículos, a infraestrutura viária, a integração entre equipamentos e o comportamento dos motoristas.

Expansão prevista
A Prefeitura informou que esta é apenas a primeira fase do projeto. A intenção é ampliar gradualmente a tecnologia para toda a rede semafórica de Belo Horizonte por meio de uma nova licitação que ainda está em fase de preparação.

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