Casal é preso em Portugal após golpe de R$ 1 milhão contra cafeicultores de MG

Investigados são suspeitos de comprar grandes quantidades de café, vender a produção e fugir do Brasil sem pagar os produtores rurais.
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Um casal investigado por aplicar um golpe milionário contra produtores de café da Zona da Mata mineira foi preso em Portugal durante uma operação de cooperação internacional. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os dois são suspeitos de causar um prejuízo de pelo menos R$ 1 milhão a cafeicultores da região após adquirirem grandes quantidades de café, venderem a produção e desaparecerem sem quitar as dívidas.

As prisões preventivas foram cumpridas no dia 18 de junho, mas o caso foi divulgado nesta quinta-feira (2). A ação contou com o apoio da Polícia Federal, da Polícia de Segurança Pública de Portugal e da Interpol, que incluiu os nomes dos investigados na lista de Difusão Vermelha, mecanismo utilizado para localizar e prender foragidos internacionais.

De acordo com as investigações, o esquema ocorreu durante a safra de café de 2024, no município de Orizânia, na Zona da Mata de Minas Gerais. Conforme a Polícia Civil, o casal negociava a compra da produção com a promessa de realizar o pagamento em uma data futura, prática comum no setor.

Após receber e comercializar as cargas de café, no entanto, os investigados teriam retido todo o dinheiro obtido com as vendas e deixado o Brasil rumo a Portugal, sem repassar qualquer valor aos produtores rurais prejudicados. A polícia ainda não informou o número exato de vítimas, mas estima que o prejuízo ultrapasse R$ 1 milhão.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil em Divino e envolveram um trabalho de inteligência, com análise de documentos, rastreamento patrimonial e levantamento do deslocamento internacional dos suspeitos. A partir das provas reunidas, a Justiça brasileira decretou a prisão preventiva dos investigados e autorizou o pedido de cooperação internacional que resultou na captura do casal em território português.

Segundo a Polícia Civil, os investigados permanecem presos em Portugal enquanto são realizados os procedimentos legais para a extradição ao Brasil. Até o momento, as autoridades não divulgaram prazo para o retorno do casal ao país.

Como funcionava o suposto golpe?
Segundo a investigação, os suspeitos:

  • Compravam grandes quantidades de café durante a safra de 2024.
  • Prometiam pagamento futuro aos produtores.
  • Vendiam rapidamente a produção adquirida.
  • Não repassavam os valores aos cafeicultores.
  • Fugiam do Brasil levando o dinheiro obtido com as vendas.

Como a polícia conseguiu localizar o casal?
A captura só foi possível após um trabalho conjunto entre a Polícia Civil de Minas Gerais, a Polícia Federal, a Interpol e as autoridades portuguesas. Com a inclusão dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol, foi possível localizá-los e cumprir os mandados de prisão em Portugal.

O que acontece agora?
Os dois permanecem presos em território português enquanto seguem os trâmites judiciais internacionais para eventual extradição ao Brasil. Caso retornem ao país, responderão às acusações perante a Justiça brasileira.

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