Luana Piovani compartilha denúncia sobre sumiço de móveis de palácio histórico de MG

Atriz compartilhou reportagem sobre o desaparecimento de parte dos móveis e obras de arte da antiga residência oficial dos governadores de Minas. Caso já é investigado por parlamentares e chegou ao Tribunal de Contas.
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A repercussão do possível desaparecimento de parte do acervo histórico do Palácio das Mangabeiras ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais. Nesta sexta-feira (3), a atriz Luana Piovani publicou em seu perfil no Instagram um vídeo sobre o caso, levando a denúncia para seus mais de 5,6 milhões de seguidores na rede social.

A publicação reproduz trechos de uma reportagem da TV Assembleia que mostra a vistoria realizada pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na antiga residência oficial dos governadores. Durante a fiscalização, deputados afirmaram não ter encontrado diversos itens que faziam parte do patrimônio histórico do imóvel.

Publicação sobre o caso do Palácio das Mangabeiras foi compartilhada nos stories da atriz | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O que desapareceu do Palácio?
Segundo os parlamentares, não estavam mais no Palácio quadros de artistas renomados, móveis da tradicional sala de jantar com capacidade para cerca de 40 pessoas, louças, pratarias, eletrodomésticos da cozinha, além do acervo da biblioteca, incluindo mais de mil livros restaurados durante o governo de Antônio Anastasia. Também chamou a atenção o desaparecimento de objetos que integravam a sala de honrarias oficiais.

A vistoria encontrou apenas alguns móveis originais, como sofá, poltronas, mesa de centro, guarda-roupas e um piano, enquanto diversos ambientes históricos estavam descaracterizados.

Caso já chegou ao Tribunal de Contas
A repercussão do caso ocorre enquanto deputados da oposição pedem uma investigação sobre o destino do acervo. Uma representação foi encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que deverá analisar a movimentação dos bens públicos após o Palácio deixar de ser residência oficial dos governadores, em 2019.

Em audiência na ALMG, o secretário de Estado de Cultura informou que 44 obras de arte estariam sob guarda da Polícia Militar de Minas Gerais e outras 187 peças permaneceriam na Codemge. No entanto, durante a vistoria mais recente, parlamentares cobraram a apresentação do inventário completo para comprovar a localização de todos os bens.

O que diz o Governo de Minas?
Em nota, o Governo de Minas informou que todos os bens do Palácio das Mangabeiras foram devidamente inventariados após a mudança de função do imóvel. Segundo o Executivo, o acervo foi destinado a órgãos e entidades responsáveis por sua guarda, conservação e controle patrimonial.

O governo afirma ainda que parte dos itens está em uso por órgãos estaduais e outra parte permanece armazenada em locais apropriados, ressaltando que todas as movimentações representam apenas transferências internas e que os bens continuam pertencendo ao Estado. O inventário, porém, ainda não foi divulgado.

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