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PSol aciona Ministério Público para investigar Tarcísio por divulgação da Sabesp após privatização

Partido pede abertura de inquérito civil para apurar se publicações do governador sobre obras e investimentos da companhia podem ter favorecido uma empresa de capital aberto;
Redação NC News
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O PSol protocolou uma representação no Ministério Público de São Paulo (MPSP) pedindo a abertura de um inquérito civil para investigar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por publicações nas redes sociais sobre a Sabesp após a privatização da companhia, concluída em 2024.

O documento, assinado pelo presidente nacional do partido, Juliano Medeiros, questiona se houve uso da estrutura pública para beneficiar uma empresa privada e solicita que o caso seja analisado por diferentes órgãos de controle. Até a publicação desta reportagem, o governo paulista não havia se manifestado sobre o caso.

O que aconteceu?

A representação apresentada pelo PSol pede que o Ministério Público investigue se a divulgação de obras, investimentos e resultados da Sabesp nas redes sociais oficiais do governo e do governador ultrapassou os limites da comunicação institucional.

Segundo o partido, as publicações podem ter favorecido a imagem da companhia, que passou a operar como empresa de capital aberto após a privatização.

Além da abertura de um inquérito civil, o documento solicita que o caso seja encaminhado para análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

O que a representação aponta?

Na representação, o presidente nacional do PSol afirma que a divulgação sobre obras e investimentos ocorreu ao mesmo tempo em que a empresa enfrentava questionamentos relacionados à prestação dos serviços.

O documento cita reclamações registradas por consumidores e ações judiciais envolvendo a concessionária como parte dos argumentos apresentados ao Ministério Público.

Com base nessas informações, o partido pede que sejam apuradas eventuais violações aos deveres de imparcialidade e o possível uso da estrutura pública para beneficiar uma empresa privada.

Quem são os envolvidos?

O pedido foi apresentado pelo presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros.

A representação tem como alvo o governador Tarcísio de Freitas, responsável pelas publicações questionadas.

Também é mencionada a Sabesp, empresa responsável pelos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto em diversas cidades paulistas e que passou por processo de privatização em 2024.

O que o PSol pede que seja investigado?

O partido solicita que o Ministério Público apure:

  • possível uso da estrutura pública para favorecer uma empresa privada;
  • eventual descumprimento dos deveres de imparcialidade pelo chefe do Executivo estadual;
  • possíveis impactos das manifestações do governador sobre a imagem da companhia perante investidores;
  • necessidade de análise do caso sob as regras do mercado de capitais.

A representação não significa que houve irregularidade comprovada. O objetivo do pedido é que os fatos sejam analisados pelos órgãos competentes.

O que diz o governo de São Paulo?

Até o momento da publicação desta reportagem, o Governo de São Paulo não havia apresentado manifestação sobre a representação encaminhada ao Ministério Público.

O espaço permanece aberto para eventual posicionamento das autoridades estaduais.

O que acontece agora?

Com o recebimento da representação, caberá ao Ministério Público avaliar se existem elementos suficientes para instaurar um inquérito civil.

Caso a investigação seja aberta, os promotores poderão solicitar documentos, ouvir envolvidos e decidir se há fundamento para novas medidas.

Também caberá aos demais órgãos citados pelo partido avaliar eventual abertura de procedimentos próprios.

Entenda o contexto

A Sabesp foi privatizada em 2024, passando a atuar como uma empresa de capital aberto. Desde então, o governo paulista tem divulgado ações, investimentos e obras relacionados à companhia.

O PSol sustenta que esse tipo de divulgação deve ser analisado pelos órgãos de controle para verificar se houve respeito aos princípios da administração pública e às regras aplicáveis a empresas com ações negociadas no mercado.

Por enquanto, trata-se de um pedido de investigação. Não há decisão do Ministério Público nem conclusão sobre eventual irregularidade.

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