Brasil cai diante da Noruega e amplia jejum histórico no torneio mundial de seleções

Derrota por 2 a 1 nas oitavas de final encerra a campanha brasileira de forma precoce e aumenta para 28 anos a espera pelo hexacampeonato; Haaland foi o nome da partida com dois gols.
Redação NC News
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A Seleção Brasileira está eliminada do principal torneio de seleções do planeta. Neste domingo (5), o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega, nas oitavas de final, em Nova Jersey, e deu adeus ao sonho do hexacampeonato. O atacante Erling Haaland marcou os dois gols da equipe europeia, enquanto Neymar descontou de pênalti nos acréscimos.

Além da eliminação precoce, o resultado amplia um dos maiores jejuns da história da Seleção. Desde a conquista do pentacampeonato, em 2002, o Brasil não volta a levantar a taça mundial. Com a próxima edição prevista apenas para 2030, a espera chegará a 28 anos, tornando-se o maior intervalo sem títulos da história da equipe brasileira.

O que aconteceu?

O confronto foi equilibrado durante boa parte do tempo, mas ganhou contornos dramáticos na reta final. O Brasil criou oportunidades para abrir o placar, inclusive com um pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo. A falta de eficiência custou caro.

Na etapa final, Haaland mostrou por que é um dos principais atacantes do futebol mundial. O camisa 9 abriu o placar de cabeça após cruzamento de Andreas Schjelderup e, minutos depois, voltou a balançar as redes em um chute cruzado para ampliar a vantagem. Neymar ainda diminuiu nos acréscimos, convertendo um pênalti, mas não houve tempo para a reação brasileira.

Haaland volta a ser decisivo

O atacante norueguês confirmou o excelente momento vivido na competição. Com os dois gols marcados diante do Brasil, Haaland chegou a sete na competição e entrou na disputa pela artilharia do torneio. Além disso, comandou a histórica classificação da Noruega para as quartas de final pela primeira vez.

Brasil mantém tabu contra a Noruega

A derrota também reforçou um retrospecto que segue incomodando a Seleção Brasileira. Em cinco confrontos oficiais e amistosos entre as duas equipes, o Brasil nunca conseguiu vencer os noruegueses. Agora, o histórico registra três vitórias da Noruega e dois empates.

Retrospectiva:

• 1988 — Noruega 1 x 1 Brasil
• 1997 — Noruega 4 x 2 Brasil
• 1998 — Brasil 1 x 2 Noruega
• 2006 — Noruega 1 x 1 Brasil
• 2026 — Brasil 1 x 2 Noruega

Europeus seguem como algozes da Seleção

Desde o título conquistado em 2002, todas as eliminações brasileiras em fases eliminatórias do torneio mundial aconteceram diante de seleções europeias. A sequência começou em 2006, contra a França, e prosseguiu diante de Holanda, Alemanha, Bélgica, Croácia e, agora, Noruega.

Linha do tempo das eliminações:
• 2006: França 1 x 0 Brasil — Quartas de final
• 2010: Holanda 2 x 1 Brasil — Quartas de final
• 2014: Alemanha 7 x 1 Brasil — Semifinal
• 2018: Bélgica 2 x 1 Brasil — Quartas de final
• 2022: Croácia elimina o Brasil nos pênaltis após empate por 1 a 1 — Quartas de final
• 2026: Noruega 2 x 1 Brasil — Oitavas de final

 

O maior jejum da história

O pentacampeonato conquistado em 2002 permanece como o último título mundial da Seleção Brasileira. Com a eliminação deste ano, o Brasil terá de esperar pelo menos até 2030 para tentar conquistar o hexacampeonato. Caso volte a vencer apenas na próxima edição, serão 28 anos entre um título e outro, o maior jejum da história da Seleção em Copas do Mundo.

O que acontece agora?

Com a eliminação, a comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti deverá iniciar um novo ciclo de preparação visando as próximas competições internacionais.

Além da análise do desempenho na competição, o foco passa a ser a renovação do elenco e a manutenção de jogadores que podem formar a base da equipe para o próximo torneio mundial.

Entenda o contexto

Depois da conquista do pentacampeonato em 2002, o Brasil chegou a cinco quartas de final consecutivas, mas não conseguiu voltar a disputar uma decisão mundial. Em 2026, a campanha terminou ainda mais cedo, nas oitavas de final, marcando a eliminação mais precoce da Seleção desde 1990. O resultado aumenta a pressão sobre a comissão técnica e reacende o debate sobre a renovação do futebol brasileiro, enquanto o sonho do hexacampeonato fica adiado por, no mínimo, mais quatro anos.

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