Congresso entra na reta final antes do recesso e deixa PEC da jornada de trabalho para o segundo semestre

Com o recesso parlamentar se aproximando e o calendário eleitoral ganhando força, propostas como a PEC da jornada de trabalho, a ampliação do teto do MEI e a criminalização da misoginia devem ficar para o segundo semestre.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Congresso Nacional inicia nesta semana a penúltima etapa de trabalhos antes do recesso parlamentar, previsto entre os dias 18 e 31 de julho.

A expectativa é de uma pauta reduzida e com poucas votações de grande impacto, já que a proximidade das eleições deve esvaziar o Legislativo nos próximos meses.

PEC da escala 6×1 deve ficar para depois do recesso

Entre as principais propostas que devem ficar para depois do recesso está a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso aos trabalhadores, conhecida como PEC da escala 6×1.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reúne os líderes partidários nesta terça-feira (7) para discutir o calendário de tramitação da proposta.

Nos bastidores, no entanto, a avaliação é de que não há tempo suficiente para concluir a votação antes da paralisação das atividades legislativas.

Governo vê adiamento como revés

O adiamento representa um revés para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretendia ver a medida aprovada antes das eleições de outubro.

Mantido o período de transição de 60 dias previsto no texto, a proposta dificilmente entrará em vigor antes do pleito.

Apesar disso, o Palácio do Planalto avalia que a PEC continuará sendo uma importante bandeira política durante a campanha eleitoral.

A estimativa do governo é de que a redução da jornada de trabalho possa beneficiar cerca de 37 milhões de trabalhadores formais.

Outras propostas também devem ser adiadas

Além da PEC da escala 6×1, outras propostas relevantes também devem ficar para o segundo semestre, como:

  • a PEC da autonomia do Banco Central;
  • a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias;
  • o projeto que amplia o teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI);
  • e a proposta que criminaliza a misoginia.

Os dois últimos projetos ainda têm chance remota de serem apreciados antes do recesso.

Eleições devem reduzir ritmo do Congresso

Com menos de três meses para as eleições, a tendência é de que o Congresso tenha um ritmo ainda mais lento no segundo semestre.

As convenções partidárias começam em 20 de julho e seguem até 5 de agosto.

A partir de 16 de agosto, quando tem início a campanha eleitoral, deputados e senadores devem concentrar esforços em seus redutos eleitorais, reduzindo significativamente a atividade legislativa em Brasília.

Carregar Comentários