Brasil encara Japão em duelo chave na VNL feminina 2026

Seleção brasileira busca vitórias importantes contra o Japão para garantir vaga na fase final da VNL 2026.
Redação NC News
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A seleção brasileira feminina de vôlei abre nesta quarta-feira (8), às 7h20 (de Brasília), em Osaka, a terceira semana da Liga das Nações enfrentando o Japão. O time de José Roberto Guimarães joga sob pressão: precisa de pelo menos duas vitórias na etapa japonesa para carimbar a vaga na fase final, em Macau, na China.

Semana decisiva e olho em Los Angeles 2028

O Brasil chega ao Japão como vice-líder da VNL 2026, com sete vitórias e apenas uma derrota. A campanha o coloca atrás só dos Estados Unidos, que levam vantagem no critério de desempate de sets. A etapa de Osaka não define apenas o futuro imediato na competição. Os resultados pesam na corrida por vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, cuja disputa feminina começa em 8 de setembro.

“Com sete vitórias e uma derrota, o Brasil ocupa a segunda posição na tabela da competição, atrás apenas dos Estados Unidos, pelo critério de desempate de sets”, registra a redação do ge. A matemática é simples: “O grupo precisa de pelo menos duas vitórias para garantir a vaga entre as oito seleções que seguirão para o mata-mata, em Macau, na China”.

A transmissão de Brasil x Japão será ao vivo pela getv e pelo sportv2, com acompanhamento em tempo real no ge.globo. A visibilidade reforça o peso da semana para jogadoras, comissão técnica e patrocinadores ligados ao vôlei feminino.

Desfalques, ajustes e chance para novas protagonistas

O Brasil desembarca em Osaka sem duas peças centrais de seu sistema. A ponteira e capitã Gabi segue tratamento no país por causa de um desconforto na região lombar. A central Tainara também está fora da etapa após lesão no tendão quadriciptal do joelho direito, sofrida em treino.

“Sem Gabi, devido a um desconforto sentido pela ponteira na região lombar, e sem Tainara, por uma lesão no tendão quadriciptal do joelho direito, a equipe vai contar com a presença da oposta Maiara Basso para a etapa de Osaka”, informa o ge. A convocação de Basso reorganiza o ataque brasileiro e redistribui responsabilidades em quadra.

O impacto não se limita à escalação. A ausência da capitã altera a liderança dentro do grupo e obriga o técnico a acelerar a adaptação de outras jogadoras a papéis mais decisivos. Setores de preparação física e fisioterapia também ganham protagonismo, num calendário que exige 12 jogos em três etapas apenas na primeira fase.

Japão em queda, mas perigoso em casa

O primeiro desafio em Osaka é direto na tabela. “O grupo comandado por José Roberto Guimarães tem a tarefa de superar o Japão, quinto colocado na VNL”, destaca o ge. As japonesas chegam ao confronto sob desconfiança, após duas derrotas seguidas, para República Dominicana e Itália.

O time da casa, porém, mantém um núcleo experiente. As ponteiras Yoshino Sato e Mayu Ishikawa e a oposta Yukiko Wada concentram boa parte do poder ofensivo. A combinação de velocidade, defesa forte e apoio da torcida costuma transformar o Japão em um rival incômodo, especialmente em torneios curtos.

O histórico recente favorece o Brasil. “No retrospecto entre as duas seleções, o Brasil leva a melhor, com oito vitórias em nove jogos”, lembram os dados do ge. O confronto desta quarta, no entanto, tem peso maior do que uma estatística. Um triunfo logo na estreia em Osaka reduz a pressão para os dias seguintes e consolida a posição brasileira no topo da tabela.

Tabela apertada e briga por Macau

A Liga das Nações feminina de vôlei reúne 18 seleções na primeira fase. Cada equipe disputa 12 partidas ao longo de três semanas, distribuídas em sedes diferentes. Ao fim da etapa classificatória, oito avançam às quartas de final, que serão jogadas em Macau. A China, anfitriã da fase decisiva, já está garantida.

Depois do Japão, o Brasil encara a Polônia na sexta-feira (10), às 7h20. A Tailândia vem na madrugada de sábado (11), às 3h30. O fechamento em Osaka será contra os Estados Unidos, no domingo (12), à meia-noite, em um reencontro com a única equipe à frente das brasileiras na classificação.

O roteiro deixa pouca margem para tropeços. Duas vitórias garantem matematicamente a vaga. Três ou quatro triunfos consolidam uma das melhores campanhas da fase e podem evitar cruzamentos mais duros no mata-mata em Macau. Um cenário de queda de rendimento, por outro lado, reabriria a briga com seleções do meio da tabela, que correm por uma das sete vagas restantes.

Impacto no ciclo e o que está em jogo além da VNL

A etapa de Osaka funciona, na prática, como um recorte do próximo ciclo olímpico. O desempenho da equipe sem Gabi e Tainara pode influenciar decisões sobre a base do elenco, planos de rodízio e investimentos em estrutura para os próximos anos.

O peso da competição também recai sobre o ambiente fora da quadra. A boa campanha até aqui, com 7 vitórias em 8 jogos e única derrota para a Alemanha, já movimenta audiência de TV, interesse digital e o engajamento de patrocinadores. Um lugar entre as oito melhores em Macau tende a reforçar essa curva de crescimento em torno da seleção feminina.

O Brasil entra em quadra nesta quarta com contas claras e pouco espaço para dúvidas. Ganhar do Japão, quinto colocado, significa não só abrir caminho para a classificação, mas também testar o fôlego de um grupo em transição, que precisa provar sua força em um ano que aponta para Macau e, mais adiante, para Los Angeles.

 

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