Funcionária se engasga com bolo no trabalho e atitude de gerente choca a internet; veja o vídeo

Caso inusitado aconteceu durante o intervalo de uma empresa no Espírito Santo e dividiu a opinião de especialistas em saúde
Redação NC News
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Uma pausa para o lanche que quase terminou em tragédia virou o assunto mais comentado das redes sociais. Uma funcionária passou por momentos de puro desespero ao se engasgar com um pedaço de bolo no meio do expediente. Diante do sufocamento da colega, o gerente da empresa tomou uma atitude extrema e totalmente fora do comum: ele agarrou a mulher e a virou de cabeça para baixo para tentar desobstruir as vias aéreas.

As imagens impressionantes do salvamento improvisado viralizaram e acenderam um grande debate sobre primeiros socorros no ambiente de trabalho.

O que aconteceu no momento do sufocamento?

O caso aconteceu no Espírito Santo, durante o intervalo de uma empresa local. A funcionária comia um pedaço de bolo quando o alimento bloqueou sua garganta, impedindo-a de respirar. Em segundos, o clima de descontração deu lugar ao pânico. Ao perceber que a colaboradora estava sem ar e correndo risco de morte, o gerente agiu por puro instinto.

Sem pensar duas vezes, ele segurou a funcionária pelas pernas e pelo tronco, suspendendo-a no ar com a cabeça voltada para o chão. A técnica drástica — que parece cena de filme de ação — acabou funcionando: com a força da gravidade e o impacto do movimento, a mulher conseguiu expelir o pedaço de comida que a sufocava.

A manobra dividiu opiniões: o que dizem os especialistas?

Embora o desfecho tenha sido positivo e a funcionária tenha se recuperado completamente sem maiores complicações, a forma como o socorro foi prestado acendeu um sinal de alerta entre médicos e socorristas. Virar um adulto de cabeça para baixo não é o procedimento padrão recomendado pela medicina e pode trazer sérios riscos à saúde.

De acordo com profissionais da saúde, essa prática pode causar:

  • Lesões graves na coluna cervical ou no pescoço devido ao peso da pessoa;
  • Quedas acidentais se quem está socorrendo não aguentar o peso do corpo;
  • Piorar o engasgo, fazendo o alimento descer ainda mais para os pulmões se o movimento for brusco.

Qual é o procedimento correto em casos de engasgo?

Especialistas alertam que o método oficial e mais seguro para salvar um adulto de um sufocamento por comida é a Manobra de Heimlich. Trata-se daquela técnica em que o socorrista se posiciona atrás da vítima, abraça a sua cintura e aplica compressões firmes na região da boca do estômago (em formato de “J”, empurrando para dentro e para cima). Essa pressão simula uma tosse artificial e joga o objeto para fora.

A técnica de virar de cabeça para baixo ou de bruços com a cabeça mais baixa é uma variação aceitável apenas em casos de bebês e crianças muito pequenas, que são leves e fáceis de manusear. Mesmo assim, exige técnica para não machucar a criança.

A importância do preparo no ambiente corporativo

O susto serve como um grande lembrete para as empresas brasileiras sobre a necessidade de treinamentos básicos de primeiros socorros para seus funcionários. Se não fosse pelo instinto rápido do gerente, a história poderia ter terminado de forma trágica.

A cena gravada pelas câmeras de segurança continua rendendo milhares de comentários. Enquanto muitos internautas parabenizam o chefe pela coragem e agilidade em salvar uma vida, outros reforçam que o despreparo poderia ter quebrado o pescoço da trabalhadora.

Entenda o contexto

O engasgo é uma emergência médica que acontece quando a traqueia é bloqueada por alimentos, líquidos ou objetos, impedindo a passagem do ar para os pulmões. Em casos graves, a falta de oxigenação no cérebro por apenas alguns minutos pode ser fatal ou deixar sequelas irreversíveis. No Brasil, a Lei Lucas (Lei 13.722) já obriga escolas públicas e privadas a prepararem professores e funcionários para situações de primeiros socorros. No entanto, no ambiente corporativo geral, o treinamento de brigadas de incêndio nem sempre foca intensamente em manobras de desengasgo cotidianas, deixando trabalhadores dependentes do puro instinto em momentos de crise.

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