O senador Cleitinho Azevedo causou alvoroço nas redes sociais ao publicar um vídeo expondo os bastidores estruturais e as regalias da vida parlamentar em Brasília. Com o celular em mãos, o político fez um “tour” detalhado pelo seu apartamento funcional e pelas dependências do Senado, fazendo questão de lembrar a todo momento quem banca as mordomias: o pagador de impostos.
Logo no início da gravação, Cleitinho faz um apelo aos eleitores que brigam por ideologia. “Você que é de esquerda e de direita, que fica se matando com política e tem político de estimação, deixa eu mostrar um detalhe pra vocês”, iniciou, pedindo que o vídeo fosse amplamente compartilhado.
O apartamento funcional e o auxílio-moradia
Ao mostrar os diversos cômodos de seu apartamento — que conta com múltiplos quartos, banheiros, uma ampla sala e cozinha —, o senador destacou que, se não quisesse utilizar o imóvel oficial, ainda assim teria direito a receber o auxílio-moradia. Ele ironizou a situação contrastando com a realidade da população que precisa pagar aluguel e IPTU.
“Olha que tamanho de apartamento. […] Sabe quem paga isso aqui? Vocês. Enquanto vocês estão se matando aí”, disparou o parlamentar. Ele também ressaltou que, caso decidisse fazer uma reforma no local, a conta também seria repassada aos cofres públicos.
Durante o vídeo, o senador lembrou de outros benefícios, como a assistência médica, e ressaltou que abriu mão do direito vitalício.
Frota de luxo e elevadores privativos
O “tour” da indignação também mencionou a garagem do Senado Federal. Cleitinho falou sobre a frota de carros oficiais à disposição das Vossas Excelências e fez um comparativo direto com as dificuldades financeiras do cidadão comum.
“Enquanto você tem que comprar um carro, até financiar, tem que pagar IPVA, tem que colocar gasolina, até seguro… Esse aqui quem paga de verdade são vocês, um tanque cheio”, afirmou, apontando para os veículos.
O senador finalizou o vídeo abordando o forte esquema de segurança do Congresso e a existência de um elevador exclusivo e privativo para os senadores. Com seu estilo popular e dispensando o terno e gravata tradicionais, ele ainda brincou que, por conta da vestimenta, costuma ser barrado na portaria até ser reconhecido pela segurança.
Procurado, o senador ainda não respondeu o nosso pedido de posicionamento sobre o caso.