EUA liberam vídeos e arquivos secretos sobre OVNIs

Documentos inéditos revelam detalhes sobre fenômenos aéreos não identificados e medidas do governo para maior transparência.
Redação NC News
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O Departamento de Guerra dos Estados Unidos começa a divulgar, nesta semana, arquivos secretos e vídeos de objetos voadores não identificados, incluindo uma filmagem militar de 2015. A abertura envolve documentos, depoimentos de testemunhas civis e militares e marca uma virada na postura oficial sobre o tema.

Transparência inédita em tema cercado de sigilo

A iniciativa atende à pressão do Congresso e da opinião pública por mais transparência em casos de fenômenos aéreos não identificados, também chamados de UAPs. Durante décadas, relatos de pilotos e civis ficam presos em relatórios internos, alimentando desconfiança, teorias conspiratórias e um mercado paralelo de “vazamentos” sem lastro.

Com a divulgação, o governo tenta assumir o controle da narrativa e enquadrar o assunto em termos de segurança nacional e ciência, não de folclore. A aposta é que a publicidade de dados reduza boatos, ajude a filtrar fraudes e estimule pesquisa séria em aviação, defesa e inteligência aeroespacial.

O vídeo de 30 segundos que intriga militares

Entre os materiais liberados está um vídeo de 21 segundos gravado em 2015 no leste dos Estados Unidos, provavelmente por um sensor infravermelho acoplado a uma plataforma militar. A filmagem mostra um ponto luminoso que cruza o enquadramento em alta velocidade, sem identificação clara de origem ou tipo de aeronave.

O arquivo circula inicialmente na Força-Tarefa de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPTF), ligada à Marinha. Em 2022, a equipe transfere a mídia para o Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO), criado para centralizar e analisar encontros com objetos e fenômenos que desafiam explicações convencionais.

Relatórios internos mencionam que, na época do envio à UAPTF, não existiam normas padronizadas para preservar e tratar dados de UAPs. Técnicos admitem que o vídeo é alterado digitalmente antes de ser reportado, o que hoje acende o alerta de investigadores sobre a necessidade de protocolos rígidos de cadeia de custódia.

Um oficial envolvido nas análises descreve a própria reação ao ver um outro registro de um objeto luminoso no céu: “fiquei sem palavras ao ver objeto laranja no céu”, diz, em depoimento incluído no pacote de documentos agora aberto. A frase sintetiza o desconforto de parte dos militares com fenômenos para os quais não há rótulo pronto.

Testemunha no quintal: luz a 7,5 metros do chão

Os novos arquivos não se limitam a registros feitos por sensores sofisticados. Em julho de 2025, por volta das 21h, no nordeste dos Estados Unidos, uma testemunha estaciona o carro ao chegar do trabalho e nota luzes intensas e brilhantes pairando sobre o próprio quintal.

O relato, incorporado ao sistema oficial, descreve uma luz a cerca de 7,5 metros do chão, logo abaixo de uma fileira de árvores, a aproximadamente 27 metros de distância do observador. A pessoa sai rapidamente do veículo, chama o companheiro e os dois observam o fenômeno antes que a luminosidade desapareça.

Casos como esse, antes restritos a comunidades de ufologia, passam a ser recebidos e processados por uma estrutura formal do governo. O objetivo declarado é separar enganos e fraudes de ocorrências que possam representar riscos reais para aeronaves civis e militares ou indicar tecnologia desconhecida.

Pursue e AARO: a burocracia dos mistérios no céu

No centro dessa reorganização está o Pursue, sigla em inglês para Sistema Presidencial de Abertura e Relatório para Encontros com UAPs. O mecanismo, liderado pelo Departamento de Guerra com apoio do Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), funciona como um canal oficial para que pilotos, controladores de voo, militares e civis registrem encontros com fenômenos aéreos estranhos.

Os relatos chegam ao Pursue, que encaminha os dados ao AARO, responsável por cruzar informações de radares, satélites, sensores infravermelhos e testemunhos oculares. A meta é padronizar os relatórios, corrigir falhas históricas de documentação e produzir análises periódicas, em parte públicas, em parte sigilosas.

A formalização da estrutura muda a dinâmica interna das Forças Armadas. Episódios antes tratados como curiosidades incômodas ganham número de protocolo, prazos e responsabilidade clara. Também pressiona a indústria de defesa a aprimorar radares, câmeras e softwares de análise, diante de alvos que parecem desafiar a detecção tradicional.

Trump promete mais arquivos e alimenta expectativa

A abertura atual não surge no vácuo político. O ex-presidente Donald Trump já declara publicamente que “arquivos secretos dos EUA sobre OVNIs serão revelados em breve”, frase que reforça a expectativa em torno de novos pacotes de documentos.

O aceno de Trump dialoga com uma base eleitoral fascinada por teorias de encobrimento e, ao mesmo tempo, pressiona o próprio aparato de defesa a ampliar o que pode ser tornado público sem comprometer operações sensíveis. Cada nova leva de registros reacende debates no Congresso sobre financiamento, limites de sigilo e controle civil sobre a inteligência militar.

Setores céticos alertam que a maioria dos casos tende a ter explicações prosaicas, como drones, balões, fenômenos atmosféricos ou falhas de interpretação de instrumentos. Grupos ligados a teorias conspiratórias, por sua vez, veem na abertura apenas uma amostra de um acervo que acreditam ser bem mais amplo e grave.

O que muda na prática e o que ainda falta explicar

Na rotina militar, a principal mudança é a existência de um canal integrado para relatos de campo, com promessa de retorno analítico. Pilotos passam a ter onde registrar o que veem sem medo automático de ridicularização ou punição disciplinar, o que pode reduzir a subnotificação de incidentes importantes.

Para a comunidade científica, a liberação de vídeos e relatórios detalhados abre uma janela rara para dados que antes não saíam de gavetas sigilosas. Pesquisadores de física atmosférica, engenharia aeroespacial e ciência de dados ganham material para testar hipóteses e calibrar modelos.

Na sociedade, a repercussão é imediata. Sites e redes passam a discutir “EUA divulga OVNIs” e “arquivos OVNIs Estados Unidos onde ver”, misturando curiosidade legítima com desinformação. Veículos tradicionais respondem com checagens e contextualização, tentando separar documentação oficial de boatos reciclados.

Os próximos meses devem trazer novos lotes de arquivos, à medida que AARO e Pursue concluem análises e liberam o que consideram seguro. A grande questão segue em aberto: até que ponto essa transparência conseguirá responder à pergunta que move o interesse público — o que, afinal, está por trás desses objetos, e o que ainda permanece fora do alcance dos radares e das explicações oficiais?

O que Trump divulgou sobre OVNIs?

Trump afirma publicamente que “arquivos secretos dos EUA sobre OVNIs serão revelados em breve”, alimentando a expectativa de que novos documentos sejam liberados pelo governo.

O que o governo americano liberou sobre OVNIs?

Foram divulgados vídeos, como a filmagem de 21 segundos de 2015, além de relatos de militares e civis e documentos sobre a criação do Pursue e do AARO.

Onde acessar os arquivos de OVNIs divulgados pelos EUA?

Os materiais são publicados em plataformas oficiais ligadas ao Departamento de Guerra e ao gabinete de inteligência, em seções específicas dedicadas a UAPs e aos relatórios do AARO.

Qual foi a velocidade intrigante do OVNI visto pelos militares dos EUA?

Os documentos divulgados descrevem o objeto como estando em “velocidade intrigante”, mas não informam um valor numérico de velocidade.

Como os militares dos EUA reagiram ao avistamento do OVNI?

Relatos apontam surpresa e perplexidade. Um oficial afirma ter ficado “sem palavras ao ver objeto laranja no céu”, evidenciando a falta de explicação imediata.

O que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou sobre o OVNI?

O governo reconhece a existência dos registros, enfatiza que não há explicação definitiva para alguns casos e destaca que o foco é segurança de voo e defesa nacional.

 

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