O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou neste sábado (11) exercer influência direta sobre a destinação de emendas parlamentares. Em entrevista à CNN, o dirigente afirmou que não possui uma cota própria de recursos e disse que as indicações são feitas pelos líderes partidários e pelas bancadas.
A declaração foi dada após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens e ativos financeiros de Valdemar no âmbito da investigação que apura supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
O que diz a investigação
Segundo a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto teria exercido influência sobre a definição dos valores, das áreas e dos municípios beneficiados por emendas parlamentares, mesmo sem ocupar mandato eletivo.
A investigação também aponta que servidores da Câmara dos Deputados seriam responsáveis por operacionalizar as indicações.
Reação da Câmara
A decisão de Flávio Dino foi criticada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em nota, o deputado afirmou que a medida representa uma intervenção indevida na atividade política e sustentou que não há indicação de desvio ou uso irregular de recursos públicos.
Motta também defendeu que a distribuição das emendas ocorreu em conformidade com as regras vigentes e com os acordos institucionais firmados entre os Poderes.