A contagem de títulos do Mundial de Seleções é o principal termômetro para organizar a hierarquia entre as gigantes do futebol e alimentar as eternas comparações entre gerações. Desde a edição inaugural, em 1930, apenas oito países tiveram o privilégio de erguer a taça. Entre eles estão Argentina, França, Espanha e Inglaterra, que ocupam degraus distintos na cobiçada escada de sucessos do esporte.
O contraste dessas equipes com as maiores vencedoras históricas (Brasil, Alemanha e Itália) mostra como a briga no topo é acirrada e como cada nova conquista tem o poder de redesenhar o mapa do poder no futebol global.
Argentina: O tricampeonato de Kempes a Messi
A Argentina lidera este recorte com 3 títulos mundiais (1978, 1986 e 2022), aproximando-se do topo da lista histórica.
- 1978: A primeira taça foi conquistada em casa, em Buenos Aires, sob a liderança de Mario Kempes, artilheiro daquela edição.
- 1986: O bicampeonato chegou no México, imortalizado por Diego Maradona em seu auge, com uma campanha marcada pelos gols antológicos contra a Inglaterra e a Bélgica.
- 2022: A terceira estrela foi bordada no Catar, após uma final épica contra a França (3 a 3). Liderada por Lionel Messi, a equipe venceu nos pênaltis, ultrapassando franceses e uruguaios no ranking geral.
França: Duas taças e gerações dominantes
A França soma 2 títulos mundiais (1998 e 2018), consolidando-se como uma potência das gerações recentes.
O primeiro troféu veio em casa, no dia 12 de julho de 1998, quando a seleção de Zinedine Zidane derrotou o Brasil por 3 a 0 no Stade de France. Zidane marcou dois gols de cabeça no primeiro tempo, e Emmanuel Petit fechou o placar.
Duas décadas depois, a equipe comandada por Didier Deschamps voltou ao topo. Com um elenco estrelado por Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e N’Golo Kanté, os franceses derrotaram a Croácia por 4 a 2 na final em Moscou, confirmando o status de favorita em quase todos os ciclos recentes.
Espanha e Inglaterra: Campeãs únicas
Enquanto sul-americanos e franceses acumulam taças, Espanha e Inglaterra possuem 1 título cada, buscando provar que suas forças vão além de uma única grande geração.
- Inglaterra (1966): O berço do futebol moderno ergueu sua única taça em casa, em Londres, na final contra a Alemanha Ocidental. Desde então, acumula campanhas fortes (como as semifinais de 1990, 2018 e 2022), mas sofre com a distância entre sua forte tradição doméstica e o rendimento na decisão do Mundial.
- Espanha (2010): O título espanhol demorou a chegar, mas coroou uma geração brilhante na África do Sul. A equipe baseada no “tiki-taka” e comandada por Xavi, Iniesta e Casillas venceu a Holanda por 1 a 0 na prorrogação, com gol decisivo de Andrés Iniesta. A conquista ocorreu em meio a um domínio raro, já que o país também venceu as Eurocopas de 2008 e 2012.
O ranking de forças e os próximos capítulos
A disputa pelo topo segue aberta, e cada edição do Mundial reabre a pergunta que move torcedores em todos os continentes: quem será o próximo a mexer na tabela dos maiores campeões?
Atualmente, o bloco histórico está estruturado da seguinte forma:
- 5 títulos: Brasil.
- 4 títulos: Alemanha e Itália.
- 3 títulos: Argentina.
- 2 títulos: França e Uruguai.
- 1 título: Espanha e Inglaterra.
No atual ciclo do Mundial, uma vitória altera profundamente essa balança. Se a França conquistar o tri, igualará a Argentina; se espanhóis ou ingleses levantarem o caneco, mudarão o debate sobre as camisas mais pesadas da Europa, enquanto Brasil, Alemanha e Itália assistem a seus recordes cada vez mais pressionados.